O mercado de motores aeronáuticos engloba produtos de alto valor agregado, geralmente comercializados na casa do milhão.

E com o crescimento acentuado do mercado de aeronaves, na média de 4,4% até 2038, logicamente o de motores também sofre deste 

Em uma estimativa da divisão Fleet & MRO Forecast da Aviation Week, somente na próxima década esse mercado vai movimentar US$ 300 bilhões através do fornecimento massivo de novos motores, além de peças e motores para reposição.

A grande reviravolta é que boa parte desse valor será para os motores de nova geração, como o CFM Leap 1, que está estimado para ter 24 mil deles em serviço até 2028, além disso a Pratt & Whitney divide esse mercado, mas boa parte das encomendas do A320neo serão equipadas com motores Leap, além disso o Boeing 737 MAX é equipado exclusivamente com motorização CFM, assim como o C919 da China.

Motor Leap instalado em um Boeing 737 MAX. Foto – GE/Divulgação

Esses aviões (A320neo, 737 MAX e C919) fazem parte da faixa de mercado com maior comércio no mundo todo, a Airbus já recebeu mais de 6000 encomendas para a família A320neo, e a Boeing está atingindo a faixa de 5000 encomendas firmes para o 737 MAX.

A participação de motores da geração antiga, como o CFM 56 e o IAE V2500 deverá cair para 3,8% e 3,5% em 2028, respectivamente, devido a diminuição da produção desses aviões de antiga geração, como o 737 NG e o A320ceo, e a aposentadoria de boa parte dessas aeronaves.

Só na América Latina o pico deverá ser atingido em 2023, quando 2023 motores CFM 56 e IAE V2500 deixarão de ser utilizados pelas companhias aéreas.

O mercado de grande porte, com os aviões de duplo corredor, deverá ser dividido pela GE e Rolls-Royce, algo que já está acontecendo desde a primeira entrega do Boeing 787, em 2011. Poderá haver uma ligeira vantagem para a GE, caso a mesma consiga vencer a concorrência para fornecer motores ao CR929 e ao novo NMA, um projeto da Boeing para substituir de vez os jatos 767 e 757.

Já o mercado de motores turboélice deverá ser dominado pela Pratt & Whitney Canada com seu motor PW100, versátil e que equipa aviões de 40 a 90 assentos. Serão 5700 novos motores deste tipo até 2028.