Neste dia em que completa 21 anos de existência, o Ministério da Defesa encontra-se no epicentro de duas grandes operações que atuam diretamente na defesa do País e no fortalecimento da soberania nacional: Covid-19 e Verde Brasil 2. A tradicional cerimônia em comemoração ao aniversário não será realizada, mas, diante de todos os resultados alcançados, nas mais diversas frentes, em prol de toda a Nação, fica latente a certeza do rumo certo e do dever cumprido.

O Ministro da Defesa, Fernando Azevedo, destaca que a atuação da Pasta “tem sido de constante aprimoramento ao longo dos seus 21 anos. Nossa principal missão é dar condições às Forças Armadas de manter a sua capacidade operativa e, dessa forma, cumprir a missão de defesa da Pátria e garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem.” Ele ainda reforça “a integração da Marinha, Exército e Força Aérea é a principal contribuição do Ministério da Defesa para o Brasil, resultado que fica evidente no êxito das operações conjuntas, como a Verde Brasil 1 e 2, e a Operação Covid-19”.

Quando foi criado, em 1999, o MD substituiu o Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA) e os Ministérios Militares, que foram transformados nos Comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

Ao longo do tempo, a pasta da Defesa se tornou um importante ponto de convergência política, que estimula a cooperação com os demais setores governamentais. E, assim, sob a premissa da interoperabilidade, coordena uma série de ações visando a preservar e cuidar da Nação Brasileira.

Hoje, em decorrência da pandemia do novo coronavírus e do consequente decreto que reconheceu o estado de calamidade pública no País, o Ministério da Defesa tem trabalhado diuturnamente, de Norte a Sul, por meio da grande capilaridade das Forças Armadas, no combate a esse inimigo invisível, nas mais diversas frentes. Na sua premissa de proteger a população, desenvolve ações que englobam descontaminação biológica, apoio de saúde, distribuição de kits de alimentação e insumos, produção de medicamentos, pesquisas em tecnologia, campanhas de doação de sangue e de vacinação, capacitação profissional, segurança nas fronteiras, apoio na repatriação de brasileiros, entre outros. São nada menos do que 34 mil militares juntos, na missão de ajudar a população brasileira a enfrentar a Covid-19.

Simultaneamente, na luta pela integridade do território nacional e de suas riquezas, o Ministério da Defesa deflagrou a Operação Verde-Brasil 2. Em uma ação interagências, as Forças Armadas atuam na prevenção e na repressão de delitos ambientais na Amazônia Legal. Desde que foi iniciada, em 11 de maio, já foram empregados cerca de 3 mil militares, 110 viaturas, 20 embarcações e 12 aeronaves. Quase 14 mil metros cúbicos de madeira ilegal foram confiscados e mais de R$ 102 milhões foram aplicados em multas e termos de infração.

Foto – Embraer

As duas operações em andamento traduzem um pouco do trabalho circunstancial e integrado realizado no momento. Mas, em seu escopo de atuação dentro do planejamento da Defesa Nacional, nela incluídos os aspectos fundamentais da Segurança e do Desenvolvimento, fazem parte muitos outros temas: serviço militar, orçamento de defesa, cooperação internacional em defesa, programas sociais, ensino, desporto, saúde, legislação, importação e exportação de produtos de defesa, Sistema de Vigilância da Amazônia são apenas alguns dos assuntos tratados pela Pasta.


Com olhar no futuro, o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Tenente-Brigadeiro do Ar Raul Botelho, considera “como grande desafio para o Ministério da Defesa, nos próximos anos, a compatibilização do emprego das Forças Armadas nas recorrentes ações subsidiárias de apoio ao Estado, em contraposição às necessidades de preparo e emprego da capacidade combatente, diante de ameaças difusas e de um cenário de inovações tecnológicas em ritmo acelerado”.

Para isso, o Ministério da Defesa é estruturado em seis órgãos finalísticos, que, debruçados na Estratégia Nacional de Defesa (END), atuam de forma articulada, em ações organizadas entre si. São eles os Comandos da Marinha (CMAR), do Exército (CEX) e da Aeronáutica (COMAER), o Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), a Secretaria-Geral (SG) e a Escola Superior de Guerra (ESG).

“A Secretaria-Geral coordena as atividades de suas unidades subordinadas em consonância aos interesses das Forças Armadas, em assuntos afetos as áreas de orçamento, saúde, pessoal, ensino, desporto militar, ciência, tecnologia, inovação, entre outras. Neste último ano, releva mencionar o incrível avanço obtido na interlocução com a Base Industrial de Defesa e nas operações interagências para proteção das Amazônias Legal e Azul. A visão de futuro da Secretaria Geral está pautada no estabelecimento de políticas para o ensino e no domínio do processo de gerenciamento de tecnologias críticas, aliadas a um método de otimização do emprego dos recursos, inovando em modelos de financiamento dos programas de reaparelhamento das Forças Armadas”, destacou o Secretário Geral da Pasta, Almirante Almir Garnier.

Da engrenagem da Pasta, participam 1.871 militares e civis. Sendo, inclusive, o trabalho conjunto de civis e militares em sua estrutura organizacional uma característica particular que o difere dos demais órgãos da administração pública federal. Lado a lado, esses profissionais ajudam a construir uma história baseada no patriotismo, no civismo, na ética, no comprometimento e na coragem.

O Comandante José Barros trabalha há 18 anos no Ministério. Oriundo da Marinha, ele ajudou a implementar, em 2003, o Programa Forças no Esporte (PROFESP), uma ação de inclusão social realizada por meio de atividades esportivas e educativas.

O Programa trabalha com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social e, hoje, atende cerca de 30 mil beneficiados em todo o território nacional. Incluindo nessa conta, comunidades indígenas e lugares longínquos, como o interior do Amazonas e o Arquipélago Fernando de Noronha.

“Sou privilegiado por ter tido a oportunidade de trabalhar na Defesa com essa nobre causa em benefício das crianças do nosso Brasil. O PROFESP, usando a infraestrutura das nossas Forças, por meio do Ministério da Defesa, contribui para o bem da nossa segurança pública, além, claro, de mudar a vida de muitas crianças. Cumprimos uma missão de amor à Pátria e ao nosso Deus”, disse ele.

Maria do Socorro de Carvalho chegou no MD em 1992 e é funcionária civil do quadro permanente. Já passou por várias seções, ficou dois anos fora e retornou ao Ministério. Hoje, trabalha no Instituto Pandiá Calógeras, órgão de assessoramento do MD para o tratamento de assuntos na área de ensino com a sociedade civil. A instituição começa a ser conhecida como importante polo de estudos e de pesquisas estratégicas de Defesa Nacional.

“O Ministério da Defesa é a minha vida. Todo o aprendizado que adquirimos, como a disciplina, a hierarquia e a organização é enorme e não vejo em nenhum outro lugar. Já poderia me aposentar, mas meu coração está aqui. Não consigo deixar, não”, brinca.

Ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva- Foto: MD

Mila Campbell tem 25 anos, é civil também e trabalha como Coordenadora na Divisão de Cooperação Acadêmica (DICOOP) do Departamento de Ensino (DEPENS) da Defesa. Formada em Relações Internacionais, ela é da nova geração do Ministério da Defesa.

Mila terminou a faculdade em 2017 e, no final de 2018, ingressava no Ministério. Ela conta que, durante a sua graduação, foi se aproximando cada vez mais de debates sobre segurança e defesa, chegando a produzir sua monografia sobre segurança internacional. Atualmente dá continuidade à pesquisa no Mestrado. “Percebi que a minha carreira seria voltada para a área. Hoje, trabalho para que os Estudos de Defesa sejam considerados prioridade, porque investimentos em ciência, tecnologia, fomento à pesquisa, formação e capacitação de recursos humanos são essenciais não somente para o poder dissuasório do Brasil, mas também para a sociedade, fazendo com que todos os esforços de desenvolvimento do País sejam integrados”.

Mila se diz realizada com o trabalho desenvolvido no Ministério e almeja “difundir cada vez mais o conhecimento e os Estudos de Defesa na sociedade, para que o debate sobre o assunto chegue a vários lugares e para que o trabalho do Ministério e das Forças Armadas seja reconhecido, levando também os civis a pensarem criticamente sobre ele e a trazerem suas perspectivas e inovações para o desenvolvimento da defesa.”

Fonte: Ministério da Defesa

Fotos: Igor Soares e divulgação Forças Armadas

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