Caça F-35A da Noruega- Foto: Real Força Aérea da Noruega

A Ministra da Defesa da França, Florence Parly, disse “que os EUA não devem obrigar os países membros da OTAN a adquirir suas armas”, a declaração da ministra aconteceu em uma entrevista ao Journal du Dimanche.

A ministra reconheceu a importância dos EUA como membro da OTAN mas até citou o nome do presidente Donald Trump como um incentivador aos países europeus a terem uma maior responsabilidade com a segurança.

Já é conhecimento geral que a presença de armamentos norte-americanos em todo o mundo tem um alto status e na Europa não é diferente, prova disso, é a venda de caças F-35 para países do velho continente. A exemplo temos as nações operadoras e membras do programa F-35, Reino Unido, Itália, Noruega, Dinamarca e Holanda.

F-35A da Noruega em potência máxima- Foto: Real Força Aérea da Noruega

“Não podemos permitir que, sob a pressão de Washington, o Artigo 5 dos estatutos da OTAN, que estipula a responsabilidade dos países membros se defenderem mutuamente, seja transformado no ‘Artigo F-35’, que os forçaria a comprar armamento americano”, afirmou Parly, numa aparente referência à quinta geração de aviões furtivos que Washington tem vindo a promover entre os seus aliados.

A crescente venda de um caça de 5º geração que pode ser acessível a outras nações é um grande peso de concorrência a um produto francês que também está no roll de vendas que é o caça Rafale da geração 4 plus, que até o momento foi vendido para a Índia, para o Catar e para o Egito.

Foto oficial da entrega dos cinco primeiros Rafales do Catar: Foto: Ministério da Defesa do Catar

A ministra ainda disse que é “impossível garantir a segurança na Europa sem manter um diálogo com Rússia”.