Foto - Infraero

O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, declarou que o governo planeja leiloar, pelos moldes de concessão, cerca de 44 aeroportos que atualmente são operados pela Infraero.

Todas essas concessões à iniciativa privada serão realizadas até o final de 2021, de acordo com o ministro. O regime de blocos de aeroportos será seguido, e os maiores blocos englobando aeroportos regionais estarão associados aos aeroportos de Santos Dumont, no Rio de Janeiro, e Congonhas, em São Paulo.

“Já fizemos 12 leilões de aeroportos. Houve interesse da iniciativa privada. Em outubro, vamos leiloar 22 aeroportos. E depois outro leilão de mais 22 aeroportos, incluindo Santos Dumont e Congonhas. Será até o fim de 2021, ou no mais tardar no início de 2022. Mas a ideia é passar tudo para a iniciativa privada até 2021”, disse Freitas.

Essa fala de Freitas aponta que o governo deve fazer somente três leilões nos próximos anos, ao contrário do planejamento inicial de realizar quatro leilões.

“Tivemos uma vitória que vai impulsionar o mercado de aviação que é o capital estrangeiro. Depois da Air Europa, tem mais três ou quatro empresas estrangeiras interessadas em vir para o Brasil”, afirmou o ministro, citando que uma concorrência entre terminais pode melhorar a aviação brasileira.

Enquanto isso, a Infraero deverá se concentrar em criar e cuidar de novos aeroportos regionais, para expandir a aviação no Brasil. Algo que também foi ressaltado em uma entrevista da presidente da Infraero ao Portal Aeroflap.

“O fato de estarmos disponibilizando uma nova infraestrutura ajuda a atrair essas empresas. No Nordeste, há diversos grupos operando os aeroportos, o que ajuda a criar concorrência. Vamos mudar a vocação da Infraero que vai olhar para a aviação regional”, disse o Ministro da Infraestrutura.