A Mitsubishi Aircraft anunciou ontem a reformulação do programa MRJ, como forma de inserir uma aeronave totalmente adaptada às normas de aviação regional dos Estados Unidos.

O novo SpaceJet M100, antes chamado de MRJ70, foi totalmente reformulado para se enquadrar nas regras de peso de aviões regionais, agora a aeronave tem um peso máximo de decolagem (MTOW) de 39000 kg, exatamente no limite das cláusulas de escopo entre as principais companhias aéreas e os sindicatos.

A aeronave será capaz de receber 76 passageiros em duas classes, como os atuais aviões CRJ e E-Jet utilizado pelas empresas dos Estados Unidos, porém a Mitsubishi reduziu a capacidade de carga da aeronave e realizou outras alterações.

Caso a Mitsubishi Aircraft avance com desenvolvimento e certificação, o M100 poderá se tornar o único jato regional de 76 assentos de nova geração que atende aos requisitos das companhias aéreas regionais dos EUA, a Embraer ainda tenta encaixar o novo E175-E2 nas cláusulas de escopo.

Curiosamente o irmão maior, chamado até então de MRJ90, foi nomeado de M90, uma numeração abaixo do irmão menor, o M100.

A Mitsubishi anunciou o avião dias antes do Paris Airshow, pois espera novas encomendas para o M100 durante o evento.

 

As alterações do M100

O MRJ 70 sofreu os mesmos problemas do E175-E2, os novos motores, maiores e mais pesados, oneram a carga transportada pela a aeronave, as fabricantes tentaram corrigir esses pontos com estruturas em materiais compostos, mas ainda assim, os aviões ficaram acima do peso limite.

O M100 é uma nova aeronave, quando comparamos com o MRJ70, ele terá 34,5 metros de comprimento, cerca de 1,1m mais longo que o MRJ70.

A aeronave continua equipada com motores Pratt & Whitney PW1200G, uma variante específica para a família de aviões comerciais da Mitsubishi, assim como a Embraer solicitou duas variantes do Pure Power para as suas aeronaves, PW1700G e PW1900G.

O motor PW1200G deve fornecer 15600 lbs de empuxo para o M100.

O espaço de carga no porão foi reduzido, de 18,2 m³ para 13,6 m³. Enquanto isso a autonomia permaneceu a mesma, de 3540 km, a distribuição interna para a Classe Econômica continua no padrão 2-2, como nos E-Jets.