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NASA Boeing conceito

Para o novo orçamento  de 2022, o governo de Joe Biden aumentou o montante destinado para a NASA em 6,6%, em relação a este ano. E o principal foco será aumentar os investimentos para desenvolver os aviões de nova geração.

Com este montante extra a NASA agora planeja lançar um programa para desenvolver tecnologias de um novo avião de corredor único. A meta é conseguir um avião 25% mais eficiente em comparação com os atuais.

Chamado de “Parceria Nacional de Voo Sustentável” (SFNP), o esforço incluirá o desenvolvimento de um “avião de demonstração de tecnologia em escala real, para testar e validar sistemas integrados e seus benefícios”, de acordo com documentos orçamentários da NASA divulgados recentemente.

O ganho de eficiência é pela diminuição de área para gerar arrasto no ar, e também pela maior envergadura em comparação com o comprimento do avião, que compensa a diferença de largura entre as asas tradicionais. As barras na diagonal evitam que a estrutura tenha um comportamento conhecido como “Flutter” e reforçam estruturalmente o componente.

A meta é conseguir diminuir o arrasto aerodinâmico com este conceito, ao mesmo tempo que explora o fluxo de ar totalmente laminar ao longo da asa.

Teste em túnel de vento em 2016, do mesmo conceito.

A NASA diz que uma asa com esse tipo de design pode economizar de 8 a 10% de combustível, em comparação com os aviões atuais. Esse dado é superior ao proposto pelo novo projeto da Airbus, de criar uma asa de fluxo laminar.

A economia adicional, para chegar aos 25%, é obtida com a fuselagem e componentes construídos em materiais compostos, como no caso do Boeing 787 e do Airbus A220. Os motores de nova geração também influenciam na redução do consumo de combustível.

 

Dos testes em laboratório para um protótipo em tamanho real

De acordo com os dados divulgados pela NASA, o conceito apresentado pela Boeing, mas estudado anos antes pela NASA, agora virará realidade. O primeiro voo do protótipo deverá ocorrer em 2026, ainda com motores da geração atual, logicamente.

Provar o conceito na vida real em 2026 é essencial, de acordo com a NASA, para que este projeto seja colocado em serviço a partir da próxima década.

A NASA pretende complementar o projeto com estudos de propulsão elétrica e híbrida de aviões, no caso deste conceito, especificamente propulsões híbridas, uma mistura entre motores elétricos e a combustão. Para isso, a agência vai direcionar contratos de projeto e pesquisa ainda neste ano para empresas selecionadas.

Os novos motores a combustão devem utilizar de estruturas criadas com novas ligas ou materiais compostos. A produção desses componentes deverá ser até seis vezes mais rápida, em comparação com os motores atuais.

A NASA quer garantir que essas tecnologias estarão maduras o suficiente até o final desta década. O foco é claro em criar um avião de corredor único até 25% mais eficiente antes da Europa e da China.

Analistas aeroespaciais suspeitam que a Boeing pode lançar um programa de substituição do 737 nos próximos anos, para entrada em serviço no início de 2030. A Boeing disse que seu próximo projeto dependerá fortemente da melhoria tecnológica integrada em seus processos de design, desenvolvimento e fabricação.