NASA SLS
Foto: NASA/Divulgação

Após muitos atrasos a NASA finalmente colocou o maior foguete desenvolvimento pela agência desde o Saturn V em posição de lançamento. O SLS (Sistema de Lançamento Espacial) chegou à Plataforma de Lançamento 39B no Centro Espacial Kennedy, na Flórida, onde vai cumprir a missão Artemis I sem tripulantes em breve.

A plataforma 39B já foi utilizada para lançamentos do Saturn V e do Space Shuttle no passado, e é considerada histórica pela NASA e a importância das missões que já realizou. 

“A partir deste lugar sagrado e histórico, a humanidade em breve embarcará em uma nova era de exploração”, disse o administrador da NASA, Bill Nelson. “Artemis vou demonstrar o compromisso e a capacidade da NASA de estender a presença da humanidade na Lua – e além.”

O trabalho para posicionar o foguete SLS com sua cápsula Orion no seu topo na plataforma 39B demorou cerca de 10 horas, devido ao peso e dimensão do veículo espacial. Foram quatro milhas percorridas desde o local de montagem final até a posição de lançamento.

Antes do lançamento do SLS, o foguete ainda passará por diversos testes em solo, aferindo o funcionamento dos motores, bombas e da pressurização dos tanques. Qualquer detalhe que puder atrapalhar ou causar um acidente durante o lançamento será sanado nas próximas semanas.

Vale ressaltar que a NASA não declarou quando pretende fazer o lançamento, apenas que este será em 2022.

Após tudo isso, o foguete e a cápsula Orion retornarão ao Edifício de Montagem de Veículos vários dias após o teste para remover os sensores usados ​​durante o ensaio, carregar as baterias do sistema, guardar a carga de carregamento tardio e executar as verificações finais.

Novamente o foguete SLS será deslocado para a plataforma 39B de lançamento, cerca de uma semana antes da missão de estreia, sem tripulantes a bordo.

O SLS tem um papel fundamental na nova missão à lua. Em 2024 está previsto o envio da primeira mulher de do próximo homem a pisar em nosso satélite natural, trata-se da grande missão Artemis.

A NASA também espera utilizar o SLS, em conjunto com o projeto Spaceship da SpaceX, para fazer uma nova Estação Espacial, agora em menor dimensão e orbitando a Lua.

 

O projeto do SLS que durou vários anos sem voar

Esse projeto da NASA custa cerca de U$ 2,5 bilhões ao ano e vem ganhado mais investimento e testes. O SLS deveria ser o substituto do Space Shuttle, juntamente coma  capacidade do Saturn V de fazer missões interplanetárias, no entanto, ocorreram diversos atrasos no desenvolvimento.

O motor RS-25 equipa o estágio central do Sistema de Lançamento Espacial da NASA (SLS), o novo foguete de grande porte da NASA. No total são quatro motores nesse estágio, marcando o maior e mais potente estágio central já construído, quando consideramos o conceito de uso de boosters, aproveitados do lançador do Space Shuttle, durante o lançamento.

O Space Shuttle também era equipado com motores RS-25, mas sem toda a potência de queima e com a duração do estágio central do SLS, que fornece um tanque de combustível maior.

O estágio central usado no primeiro voo está sendo montado por enquanto, ele tem a altura de um prédio com mais de 20 andares e capacidade para levar mais de 2 milhões e 600 mil litros de combustível, o RS-25 usa somente LOX (Oxigênio Líquido) e LH (Hidrogênio Líquido) para a propulsão, essa é uma das formas de propulsão mais eficiente do mundo, com nenhuma geração de resíduos e grande poder de explosão.

Além de carregar todo esse combustível o estágio central ainda tem um espaço para os motores e seus sistemas subjacentes, como as turbo-bombas e os computadores. Quem está sendo responsável por construir isso é a Boeing, que usa um robô para soldar as partes.

A estrutura laranja contém parte do estágio central do SLS. A altura está indicada em pés.

Vale lembrar que o SLS usa o mesmo conceito de foguetes como o lançador do Space Shuttle e o Delta IV Heavy, com dois booster de propelente sólido nas laterais. Esses boosters incrementam a aceleração inicial do foguete, quando todo o peso precisa vencer a força gravitacional, já que o propelente sólido oferece uma queima poderosa e rápida. Na foto acima podemos localizar o SRB através da estrutura lateral na cor branca.