Foto - NASA

Em setembro lançamos um especial de 40 anos da missão Voyager, um marco na história da humanidade e também da NASA, mas naquela época já havia um porém, a Voyager 1, primeira sonda dessa missão, não estava mais se comunicando com a Terra periodicamente.

A parte interessante é que a Voyager 1 é no momento o único objeto feito pelo homem e rastreável que está fora do espaço interestelar, sem sofrer influência do Sol. Mas mesmo depois de 37 anos sem ligar os propulsores, os engenheiros da NASA conseguiram enviar um comando para usar o restinho de combustível para realinhar a espaçonave, foram pequenos pulsos com 10 milissegundos cada.

Logicamente esse processo todo foi feito por um computador que já tem décadas de sobrevivência em ambiente hostil, já que o sinal da NASA demora 19 horas e 35 minutos para chegar na Voyager 1. Os engenheiros enviaram um comando que deveria ser executado automaticamente pela sonda e pediram um retorno da mesma assim que concluísse a manobra, foram mais de 2 dias só para concluir essa missão.

Essa parte foi a mais fácil, difícil mesmo foi ensinar aos novos engenheiros o sistema antigo, baseado em assembly e que roda com somente 70 kb de memória.

Antenas da Deep Space Network. Foto – NASA

Atualmente a Voyager 1 se comunica com a Terra através de três centros da Deep Space Network, que são redes de comunicação com o espaço profundo, a taxa de transferência é lentíssima, com somente uns 27 bps depois da correção de erros, são no máximo 27 letras transmitidas ao mesmo tempo para a Voyager. São dois rádios no total todos com backup, um de dados científicos na frequência de 8,4 Ghz e outro de dados de engenharia na frequência de 2,3GHz, para controle da sonda.

O próximo passo da NASA é fazer isso com a Voyager 2, para ver se os propulsores da sonda que opera por backup desde o lançamento ainda estão funcionando.

A distância atual da Voyager 1 é de 139 UA (distância Terra-Sol), enquanto a Voyager 2 está à 115 UA da Terra.