A NASA realizou nesta segunda-feira (26/11) um pouso da nova Sonda InSight em Marte. A agência transmitiu ao vivo em suas redes sociais a manobra, que é realizada de forma automática devido ao “delay” de transmissão dos sinais para a Terra.

Esse foi o oitavo pouso bem-sucedido na superfície de Marte.

Transmissão do pouso:

A viagem para Marte durou no total 7 meses, e a Sonda percorreu cerca de 458 milhões de quilômetros. A InSight foi lançado da Base Aérea de Vandenberg, na Califórnia, no dia 5 de maio por um foguete Atlas V da ULA.

A NASA já anunciou também que a Sonda enviou seus primeiros sinais, através da Mars Odyssey, que vai retransmitir os dados para a Terra. O primeiro sinal depois do pouso foi informando que os painéis solares foram acionados, já o pouso foi acompanhado pelo conjunto de cubsats MarCO.

“A equipe da InSight pode ficar um pouco mais tranquila hoje (27), sabendo que as matrizes solares estão sendo implantadas e recarregando as baterias”, disse Tom Hoffman, gerente de projeto da InSight, no Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da NASA, em Pasadena, na Califórnia, que lidera a missão. “Tem sido um longo dia para a equipe. Mas amanhã começa um excitante novo capítulo para o InSight: operações de superfície e o início da fase de implantação do instrumento”.

Em Marte a Sonda InSight terá uma missão de executar um estudo aprofundado das características do planeta, em até dois anos. A NASA quer investigar as atividades sísmicas de Marte, para saber como as placas tectônicas do planeta se comportam atualmente, e também estudar assuntos relativos à geodésia e transporte de calor, através das rochas na superfície.

O próximo passo para os funcionários da missão na NASA é desacoplar o braço robótico, já nesta quarta-feira, e começar o posicionamento dos instrumentos em Marte, algo que deve durar cerca de três meses, visto que a posição desses equipamentos de pesquisa é específica.

Um desses instrumentos deve perfurar o solo de Marte para analisar diversos detalhes, inclusive se em algum momento há indícios de vida no local onde hoje os cientistas desconfiam que era um oceano há milhões de anos.