David Neeleman e o Grupo chinês HNA estão com um grande problema para resolver neste momento, um impasse com outros acionistas da companhia aérea Aigle Azur, que substituiu o presidente-executivo sem uma eleição a partir de um conselho.

Frantz Yvelin foi deposto do seu cargo de presidente-executivo na última segunda-feira (26), e assumiu imediatamente em seu lugar o francês Gérard Houa, acionista da Lu Azur, que detém 19% do capital da empresa, enquanto Neeleman tem 32%.

Sendo acionista principal em conjunto com a HNA, Neeleman agora precisa lidar com um presidente que é acionista direto do grupo que controla o capital minoritário da companhia e, portanto, teria um poder de voto menor.

Essa ação pode resultar em um aumento de poder da Lu Azur, acionista minoritário, diminuindo a capacidade de mando da HNA e de Neeleman.

Um comunicado geral disse que “Gérard Houa agora detém a presidência da Aigle Azur e Philippe Bohn o cargo de gerente geral”, eles complementam dizendo que pretendem “parar os erros estratégicos dos últimos dois anos devem parar”,

“A Aigle Azur, para sobreviver, exige ações vigorosas e imediatas”, disse o comunicado emitido pela companhia no ato da troca de presidentes, criticando também os acionistas da empresa.

Neeleman disse à AFP e ao jornal Les Echos que ele não demitiu Yvelin, “que ainda é presidente da Aigle Azur”, e que pretendia tomar medidas legais contra Houa, por usurpar a administração da companhia aérea. 

A HNA também desaprovou as ações de Houa, de acordo com Neeleman.

Enquanto isso a Aigle Azur passa por uma crise financeira, com redução da frota, dificuldade de pagar o leasing de suas aeronaves e até mesmo cancelando rotas, como o voo entre Viracopos e Paris, que tinha o apoio da Azul até pouco tempo atrás.

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