Negociação trabalhista de tripulantes da Azul está em estágio avançado

Foto - Azul/Divulgação

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) está nos últimos passos de concretizar um acordo com os tripulantes da Azul Linhas Aéreas, para determinar como a companhia deve conduzir a parte trabalhista na crise.

O presidente do SNA, comandante Ondino Dutra, espera concluir este acordo até 15 de julho. Já nesta semana o SNA está fazendo várias votações e consultas com os tripulantes da companhia aérea.

“A Azul apresentou uma proposta preliminar próxima ao que acordamos com a Gol, mas ela não seria aceita porque está muito pesada”, disse Dutra, apontando redução muito drástica na remuneração.

Por enquanto a única que concluiu um acordo trabalhista foi a GOL, que se comprometeu a não demitir tripulantes até o final de 2021, porém com algumas ações por parte da companhia para minimizar os custos.

Do total, 25% dos tripulantes vão ficar com remuneração fixa de 50%, com redução de jornada em igual proporção. Já o restante entrará em um modelo de escalonamento trimestral de cortes na jornada e remuneração de 23% no terceiro trimestre de 2020, chegando a 3% no terceiro trimestre de 2021.

No caso da GOL as propostas trabalhistas foram aprovadas com 90,4% dos votos dos comandantes, 94,5% dos copilotos e 80,1% dos comissários.

Já em relação a LATAM Brasil, o presidente do SNA indicou que deverá encontrar dificuldades, por toda a questão da recuperação judicial do grupo e a resistência da companhia a continuar com seu planejamento que envolve demissões. Atualmente a companhia utiliza apenas 12% dos seus tripulantes para cumprir os voos domésticos e internacionais.


Os acordos, no entanto, garantem que a companhia aérea terá tripulantes disponíveis em meados de 2021, quando as companhias precisarão de quase todos os seus tripulantes que estão contratados atualmente.

“O sindicato e a categoria entendem que alterações permanentes no contrato de trabalho são injustificadas. A expectativa é que se consiga concluir as negociações até o final de junho, que é quando termina o prazo de estabilidade de emprego”, disse Dutra sobre a LATAM.

 

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