Local de origem dos veteranos do 1º Grupo de Aviação de Caça (1° GAVCA), que combateu na Segunda Guerra Mundial, a Ala 12 (antiga Base Aérea de Santa Cruz), situada no estado do Rio de Janeiro, abriga uma série de Esquadrões da Força Aérea Brasileira (FAB). Esse complexo militar inclui unidades de aviação de caça e de asas rotativas.

Na manhã da última quarta-feira (04), o Ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, esteve nessa Base, onde acompanhou demonstração operacional de aeronaves de caça.

Ao lado do Comandante da FAB, Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, e de outras autoridades militares, o Ministro conferiu o lançamento de bombas aéreas de 230 quilos a alvos no solo, pelos caça A-29 e F-5M. Houve, ainda, sobrevoo de aeronaves A-1M com rajadas de canhões de 30 milímetros.

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Ainda, na oportunidade, o titular da pasta da Defesa, o Comandante da FAB e autoridades assistiram a desfile de tropas no pátio da Ala 12. Ao discursar, o Ministro ressaltou o trabalho assíduo desempenhado pelos militares da FAB.

“Enalteço a atuação da FAB na Operação COVID-19, coordenada pelo Ministério da Defesa, realizando esforço aéreo na remoção de pacientes, no transporte de equipamentos e medicamentos e no apoio à vacinação de mais de 200 mil indígenas em áreas remotas do País”, disse.

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Exposição de aeronaves

No cronograma de visitas ao local, foram demonstradas as capacidades operacionais de aeronaves da FAB, expostas no pátio. Dentre os aviões, estava o novo cargueiro da Força Aérea, o KC-390.

A aeronave, com a rampa traseira aberta para que os visitantes pudessem conferir a estrutura interna, é multimissão. Esse avião atende a necessidades de caráter militar e de ajuda humanitária, como as missões de auxílio em caso de calamidades públicas.

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Outras aeronaves expostas eram o cargueiro C-130 Hércules e o P3-AM Orion. O primeiro é usado em atividades como transporte aéreo logístico, combate a incêndio em voo e busca e salvamento. O segundo apoia ações de patrulha marítima, missões de reconhecimento aéreo e de inteligência, além de Busca e Salvamento.

 

Torre remota

Na Base Aérea de Santa Cruz, o Ministro, ainda, conferiu a atuação de controladores de voo. Essa organização conta com a primeira torre de controle remoto da América Latina.

Os controladores observam monitores, que reproduzem imagens de câmeras posicionadas próximas à pista. O recurso permite uma visão abrangente da movimentação externa da torre remota.

Câmeras instaladas na área externa da Base Aérea de Santa Cruz possuem tecnologia que permite o aumento da imagem até 24 vezes, o que possibilita maior nitidez a objetos localizados a quilômetros de distância.

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O projeto-piloto da torre digital implantado na Unidade altera o local do operador de voo, que, ao invés de ficar na torre tradicional, trabalha em uma sala de controle. Mesmo com a implementação desse sistema desde 2019, a FAB mantém, para segurança da navegação, militares à disposição para a torre tradicional.

Número restrito de países, como Suécia, Noruega e Estados Unidos, possuem a torre de controle remoto. Para o Comandante da Aeronáutica, a estrutura instalada em Santa Cruz representa o “mais moderno em termos de controle de aeródromo”. Trata-se da “torre controlada remotamente, com base em informações digitais de voz e de imagem”.

Fotos: Antonio Oliveira

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