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Serviços aeroportuários

                                                 Por Sérgio Martins

                                      Contexto atual e seus paradigmas

Durante a última década, novas tecnologias, vem pavimentando uma estrada, cuja relevância parece crescer exponencialmente, face ao efeito disruptivo da pandemia da covid-19, na atividade do transporte aéreo.

Como há muito se sabe, aeroportos são, de fato, microcidades, cuja gestão eficiente depende, em grande medida, da consciência situacional comum entre os diversos atores envolvidos no compartilhamento de infraestruturas críticas, como a cidade-aeroporto e o espaço aéreo ao seu redor.

Pois bem, mais do que qualquer outra infraestrutura crítica, a cidade-aeroporto convida seus usuários a proporem uma releitura do paradigma de Peter Drucker – “you can´t manage what you can´t measure”. A necessidade, ora vital à sobrevivência da atividade, de aperfeiçoamento da relação “tempo x espaço”, no âmbito dos processos e procedimentos da cidade-aeroporto, impõe uma versão à declaração de Drucker. Afinal, como “medir” o que não se pode “ver”?  Nenhuma novidade, quando se sabe que, há muito, a utilização ótima do espaço aéreo, é perseguida através da implantação de tecnologias de vigilância (radares, ADS-B, etc.), dedicadas a fornecer aos controladores de tráfego aéreo, a visualização das aeronaves. 

Novos Tempos – novos desafios

Cada vez mais, os diversos processos de concessão aeroportuária em curso, tendem a produzir clusters de aeroportos regionais, e organizações responsáveis pelo fornecimento de serviços de gestão aeroportuária e de tráfego aéreo a redes de aeroportos.

Tal desafio torna-se ainda mais crítico, ante o cenário de baixa previsibilidade de demanda futura, imposto pelo longo e complexo processo de recuperação da atividade do transporte aéreo pós-pandemia. Parece não restar dúvida de que a sobrevivência do transporte aéreo, passa pela busca de respostas de máxima performance e mínimo custo, à equação proposta pela pandemia.   

A Digitalização e os novos caminhos

Ao longo da última década, proliferaram iniciativas de introdução da digitalização, em ambiente aeroportuário, tanto no âmbito dos serviços de tráfego aéreo, como, mais recentemente, na gestão dos procedimentos operacionais aeroportuários. O caso do Aeroporto Internacional de Houston, onde o controle de pátio, realizado pela United Airlines, utiliza duas das chamadas “Torres Digitais”, parece indicar uma nova e revolucionária direção.

É chegado o momento de conectar habilidades viabilizadas pela tecnologia da digitalização de vídeos, aliada a tecnologias pré-existentes de vigilância de superfície (como o ADS-B), para oferecer, enfim, ao transporte aéreo, uma versão expandida da declaração de Drucker – “you can´t manage what you can´t see and measure”.!

Ao contrário do que se previa inicialmente, a grande novidade, talvez não seja, o glamour da implantação da digitalização de vídeos, associada a infraestruturas robustas e sofisticadas, mas sim a sobrevivência da atividade de transporte aéreo, em regiões de infraestrutura mais carente.

Definitivamente, o futuro parece apontar na direção de Centros Remotos de Gestão – Aeroportuária e ATS. A tecnologia a serviço da sobrevivência do transporte aéreo!

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