Foto - Chris Lofting

Os Estados Unidos obtiveram aprovação nesta quarta-feira para impor tarifas de importação em produtos europeus, no valor de US$ 7,5 bilhões, em relação a subsídios ilegais da União Europeia concedidos para a Airbus, ameaçando desencadear uma guerra comercial transatlântica de ponta a ponta.

A decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) empurra uma disputa corporativa de 15 anos sobre o apoio ilegal a gigantes de aviões para o centro das relações comerciais cáusticas do mundo, e vem no topo de uma guerra tarifária entre Washington e Pequim.

Em resposta, os Estados Unidos pretendem impor novas tarifas de 10% a aeronaves e 25% a bens agrícolas e industriais e outros bens europeus a partir de 18 de outubro, disse uma autoridade do escritório do Representante de Comércio dos EUA.

O funcionário descreveu a decisão como uma “vitória significativa” para os Estados Unidos, e disse que a agência publicará uma lista de produtos da UE que serão taxados ainda na quarta-feira.

Mas as tarifas aeronaves não se aplicaria a peças de aeronaves, poupando as aeronaves da Airbus montadas nos EUA, em Mobile. Isso também isenta a Boeing do pagamento de taxas em motores europeus, além de componentes para as suas aeronaves.

Apesar disso, a Airbus não fabrica nos Estados Unidos as aeronaves da linha A330neo e A350XWB, que deverão ser taxadas em 10%. Se um Airbus A350-1000XWB custa por volta de US$ 350 milhões, a companhia pode ser obrigada a pagar US$ 35 milhões somente de imposto.

Juízes da OMC disseram que a Boeing havia perdido o equivalente a US$ 7,5 bilhões de taxação por ano em vendas, e interrupção nas entregas de algumas de suas maiores aeronaves, por causa de empréstimos com juros baixos do governo europeu para a rival Airbus.


A decisão, confirmando um número divulgado pela Reuters na semana passada, permite a Washington atingir o mesmo valor dos produtos da UE, mas impede qualquer retaliação contra os serviços financeiros europeus.

Diplomatas e especialistas em comércio esperam impor tarifas na Europa contra aviões da Boeing, visto que a empresa é acusada de receber subsídios estatais. O julgamento final deve ocorrer em 2020.

 

Via – Reuters com alterações da Aeroflap