P-8A Poseidon Rússia Moskva
Boeing P-8A Poseidon- Foto/Arte: BAE Systems

Um Boeing P-8 Poseidon de vigilância da marinha norte-americana pode ter sido fundamental para a localização do cruzador russo Moskva no Mar Negro, apesar da Rússia negar que o navio tenha afundado, mas imagens que estão circulando na internet contradizem o Kremlin.

Segundo informações do Jornal britânico Daily Mail, a Marinha dos Estados Unidos utilizou o P-8 para o fornecimento de dados precisos do navio às forças ucranianas no dia 13 de abril, quando a aeronave sobrevoou a costa do Mar Negro em território da Romênia horas antes do ataque.

Moskva Rússia Ucrânia Guerra
Moskva em chamas momentos antes de afundar Foto: Autor Desconhecido

Após o ocorrido, a Ucrânia assumiu o ataque e disse que disparou dois mísseis Neptun, entretanto, a Rússia disse que um incêndio atingiu a embarcação após um acidente ocasionado por munição própria. A Marinha dos Estados Unidos negou qualquer participação no ataque.

Curiosamente, o P-8 Poseidon é baseado na plataforma do Boeing 737-800, mesmo avião utilizado pela GOL e conta com avançados equipamentos de vigilância e mísseis antinavio, sendo uma das aeronaves empregadas pela OTAN em exercícios militares nas proximidades do Mar Negro.

Boeing P-8a Poseidon
Foto: U.S Navy

Ainda que a Rússia não tenha confirmado que o navio não tenha afundado, o país confirmou a perda de tripulantes, bem como a retirada do Moskva após uma ação hostil.

Drone navio russo Moskva
Navio Moskva em ação Foto: Mil.ru, CC BY 4.0, via Wikimedia Commons

Cruzador russo da era soviética, o Moskva participou de inúmeras atividades militares e diplomáticas pela Rússia e estava liderando a esquadra russa em Sebastopol, cidade estratégica que abriga a frota de navios da Rússia na península da Crimeia.

Batizado de “assassino de porta-aviões”, o cruzador Moskva era tido como um importante símbolo russo e contava com a participação em três guerras. O primeiro conflito foi a guerra da Geórgia em 2008, sete anos mais tarde, em 2015, a embarcação serviu de apoio para o ditador Bashar al Assad na guerra da Síria.

Com informações: Daily Mail