KLM
Foto: Matheus Felipe/Aeroflap

Neste último sábado (12) a KLM anunciou que está cancelando todos os seus voos para a Ucrânia, alegando preocupações com as seguranças das operações. A companhia também vai deixar de sobrevoar o espaço aéreo da Ucrânia pelo mesmo motivo.

A companhia aérea tinha dois voos diários ligando sem escalas Amsterdã e Kiev, capital da Ucrânia. Todos os voos já foram cancelados, e os passageiros com passagens aéreas compradas estão recebendo assistência da companhia aérea.

A embaixada da Holanda em Kiev já está sendo evacuada devido ao risco listado pelo Governo dos Países Baixos de um iminente ataque de tropas russas. Os serviços serão deslocados e mantidos por uma equipe mínima na cidade de Lviv, mais ao oeste da Ucrânia.

Já a alemã Lufthansa declarou que está estudando a suspensão dos voos para a Ucrânia, bem como o sobrevoo do espaço aéreo. Uma decisão ainda não foi tomada pela companhia.

“A Lufthansa está monitorando a situação na Ucrânia muito de perto”, disse um porta-voz. 

Algumas companhias aéreas cancelaram ou desviaram voos para a Ucrânia em meio a avisos do Ocidente de que uma invasão da Rússia é iminente, apesar das intensas negociações de fim de semana entre Moscou e Washington.

Neste último sábado a companhia aérea ucraniana SkyUp precisou desviar um voo de Madeira (Portugal) para Kiev (Ucrânia). A aeronave pousou com 175 passageiros a bordo na capital da Moldávia, após a empresa de leasing dona da aeronave impedir o voo de aeronaves da aérea sobre a Ucrânia.

 

Caso MH17

O cancelamento de voos pelas companhias, e receio até das empresas de leasing, é devido aos recentes casos de abate de aeronaves civis por forças militares.

Em 2014 tivemos o abate do voo MH17 da Malaysia Airlines no Leste da Ucrânia pelos separatistas pró-Rússia, que utilizaram um míssil terra-ar (BUK) para abater o avião. 298 passageiros morreram imediatamente com a queda da aeronave que voava de Amsterdã para Kuala Lumpur. Cerca de 198 cidadãos holandeses estavam nesse voo.

Acidente Ucrânia Irã

Mais recentemente, no início de 2020, um Boeing 737-800 da Ukraine Internacional Airlines foi abatido logo após decolar de Teerã, em um voo com destino a Kiev, capital da Ucrânia. O voo PS752 transportava 167 passageiros e 9 tripulantes a bordo, todos morreram com a queda da aeronave.

De acordo com autoridades do Irã, o voo foi “derrubado acidentalmente por um míssil iraniano depois que a aeronave fez uma curva inesperada em direção a uma base militar.

Para o Irã, o míssil foi disparado devido a um erro humano.

A declaração das forças armadas iranianas diz que o avião “adotou uma postura de voo e a altitude de um alvo inimigo” ao se aproximar de uma base da Guarda Revolucionária Iraniana.

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A Ucrânia diz que não vê sentido em fechar seu espaço aéreo em meio a uma escalada de tensões militares com a Rússia, de acordo com um alto funcionário ucraniano, depois que os Estados Unidos alertaram que as tropas russas poderiam invadir a nação do leste europeu a qualquer momento.