A pandemia da COVID-19 reformulou o foco das prioridades de gastos de TI de companhias aéreas e aeroportos em 2020 dada a queda nas receitas e o fato do setor ter enfrentado novas demandas operacionais e sanitárias para que os voos não fossem suspensos.

Em 2020, dados da SITA, fornecedora de serviços de TI para o setor de transporte aéreo, apontaram uma queda anual de 44% no total de voos em decorrência da pandemia.

Como resultado do impacto sob demanda, a IATA prevê o prejuízo anual do setor aéreo em US$ 118 bilhões.

Dentre as principais observações do relatório da SITA de Insights de TI para o Transporte Aéreo em 2020, houve um investimento acelerado no processamento automático de passageiros, com foco em serviços móveis e sem nenhum contato.

Houve, além disso, um foco considerável voltado a serviços de TI remotos e virtuais, os quais permitiram aos funcionários trabalhar em home office enquanto impulsionavam as comunicações com os passageiros.

Os serviços de nuvem e segurança cibernética (os quais ajudaram a automatizar as operações e impulsionar novas eficiências) foram fundamentais.

Segundo David Lavorel, CEO DA SITA AT AIRPORTS & BORDERS , “a acentuada desaceleração em 2020 forçou o setor de transporte aéreo a focar na dinamização de novas eficiências em termos de custo. Além da pressão sofrida, companhias aéreas e aeroportos se viram obrigados a incorporar rapidamente novas medidas sanitárias, como o processamento de passageiros sem nenhum contato e a abordagem de novos protocolos e informações sanitárias, incluindo os testes de PCR em diversos destinos.”

O CEO continua: “Tais iniciativas se deram em um mercado que ainda continua a enfrentar rápidas mudanças nas normas de viagens aéreas, o que torna o planejamento operacional volátil e imprevisível.”

“Para encarar esses desafios, o setor contou com o suporte da tecnologia e, em muitos casos, definiu novas prioridades onde investir em 2020. A boa notícia é que as companhias aéreas e os aeroportos têm a capacidade de gerar capital em tendências atuais de automatização, bem como vêm conquistando avanços na implementação de novas soluções que trarão novas melhorias aos passageiros – hoje e futuramente” concluiu o executivo. 

A imprescindibilidade dos dados e da automação

No momento, a principal prioridade de aeroportos e companhias aéreas é tornar o processo de check-in totalmente sem contato, ajudando a proteger tanto os passageiros quanto os próprios funcionários, além de impulsionar a experiência do passageiro e a eficiência. 

A tecnologia biométrica é o foco do investimento dos aeroportos, com 64% deles visando o lançamento de portões de embarque automático através da biometria e da documentação de identificação até 2023, três vezes mais do que em 2020. 

As companhias aéreas duplicaram suas implementações e planejam fazer o mesmo com o investimento destinado ao embarque automático através de biometria e documentação de identificação em 2023 (82%). 

Da mesma forma, as empresas aéreas têm dado enfoque a um processo de check-in totalmente sem contato. A maioria visa oferecer opções de pagamento móvel e sem contato em todos os serviços.

Disponibilizar o autodespacho de bagagens aos passageiros é objetivo para a 79%. Todos os serviços essenciais de atendimento ao cliente se tornarão sem contato desde a reserva até o desembarque, incluindo acesso automático ao saguão e relatório móvel de atrasos na bagagem.  

Aplicativos móveis de companhias aéreas voltados ao atendimento ao cliente representam uma prioridade com aproximadamente todas as empresas aéreas (97%) implementando P&D e programas importantes até 2023.

A maioria das companhias planeja enviar, até 2023, notificações em tempo real sobre as bagagens aos dispositivos móveis dos passageiros, bem como fornecer informações de rastreio em tempo real das bagagens aos funcionários. 

Via SITA.