J-10C com um míssil ar-ar SD-10 inerte. Foto: Liu Chuan.

A Força Aérea do Paquistão poderia receber 36 caças chineses Chengdu J-10C até o final de 2021, informou uma plataforma paquistanesa de notícias e pesquisa no Twitter na segunda-feira (05). 

A informação, no entanto, não foi confirmada pelos ministérios da defesa nem da China ou do Paquistão. Segundo portal Defense World, funcionários de alto-escalão do governo paquistanês estiveram em conversações com a China sobre a aquisição de aeronaves J-10 e mísseis ar-ar PL-10 e PL-15. 

A Força Aérea Paquistanesa opera cerca de 75 aeronaves F-16A/B/C/D Fighting Falcon de origem norte-americana. O país, que tem um extenso atrito com a Índia, também desenvolveu o JF-17 com a China, que negocia a venda do modelo com a Argentina. Além dos F-16, o Paquistão também opera cerca de 87 Dassault Mirage III e 71 Mirage 5, todos modernizados. 

Durante os exercícios aéreos conjuntos Shaheen-9, realizados em janeiro de 2021, os caças J-10C e J-11B da China simularam os jatos Rafale e Su-30 da Índia, respectivamente. As Forças Aéreas de ambos os lados se concentraram no “confronto em grande escala, incluindo batalhas aéreas em grande escala e uso de forças em massa e apoio aéreo de curta distância”. Mais de 200 surtidas foram conduzidas por ambos os lados, para aumentar as capacidades de combate no aprendizado um do outro, informou o portal. 

Em resposta à publicação da HSIA, o especialista alemão Andreas Rupprecht afirmou que há meses existem rumores sobre o caso e que tem “quase certeza de que algo está sendo feito”.

O J-10C é equipado com um motor Lyulka Saturn AL-31FN de origem russa, um radar AESA, controles fly-by-wire. Para substituir os AL-31, a China desenvolveu o motor WS-10, que também está equipando o J-20 de quinta geração. O delta-canard também possui 11 pontos duros para carregar mísseis ar-ar como o PL-8, SD-10, PL-10, PL-15, mísseis ar-solo, bombas guiadas ou convencionais e foguetes. 

J-10C carregando dois mísseis ar-ar PL-10 e quatro PL-12B (em cabides duplos) durante um exercício no sul da China em maio de 2020. Foto: Xie Zhongwu/China Military.

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