Para transformar avião em cargueiro, Airbus patenteia assentos dobráveis

Anos trás tivemos uma grande presença de aeronaves QC (Quick Change, ou Combi) no mercado de aviação, basicamente um avião de passageiros que poderia ser convertido facilmente em um cargueiro.

No entanto, os aviões QC caíram em desuso nos últimos anos, apesar do transporte de cargas ter aumentado. O motivo pode estar no aumento dos voos entre países com aviões widebody, que tem um amplo porão de cargas, bem como na maior disponibilidade de cargueiros pequenos econômicos, como o ATR 72 e o Boeing 737 Classic.

Esse é um Boeing 737 na configuração Combi, com uma grande porta para cargas.

Mas a pandemia fez as companhias aéreas buscarem novos mercados. Muitos voltaram as suas atenções ao mercado de cargas, até mesmo o A380 foi esvaziado para transportar caixas.

A demanda reprimida de passageiros levantou uma maior preocupação com a carga transportada em cada voo, como forma de viabilizar o mesmo, ou pelo menos diminuir o prejuízo.

E aproveitando essa necessidade, a Airbus registrou recentemente uma patente de assentos dobráveis.

 

O conceito

Os aviões do tipo Combi são uma boa ideia. De fácil adaptação, uma aeronave pode virar totalmente cargueira em menos de duas horas.

Mas a Airbus não desiste nunca, e o conceito atual demonstrou que a empresa quer uma adaptação ainda mais rápida e fácil para o transporte de carga.


Na imagem acima podemos observar um pouco mais sobre essa patente. A Airbus deseja criar um formato de assento que é facilmente dobrável, assim como no cinema, porém que desliza através de um trilho para ser compactado em algum lugar da aeronave.

O destaque é possibilitar a adaptação do avião para transportar passageiros e cargas em poucos minutos. Um tempo ainda menor em comparação com o espaço disponível entre a chegada de um voo e a partida de outro. É fácil assim.

Na patente a Airbus não explica se o sistema de fixação dos assentos é através de travas ou de parafusos. De qualquer forma, como atualmente há uma norma sobre a Força G que uma fileira de assentos deve suportar em caso de acidente, essa patente deverá passar por uma certificação, se a Airbus decidir aplicar o conceito na prática.

A grande diferença é que a fixação por parafusos, como no antigo sistema QC, exige um maior trabalho da equipe de solo. A fixação por travas pode ser mais eficiente, porém torna o processo de certificação mais complicado.

Não deixa de ser uma excelente ideia para as companhias aéreas!

 

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