Parada de produção do 737 MAX deve durar de 3 a 6 meses

Foto - Boeing/Reprodução

A Boeing decidiu nesta semana interromper a produção do 737 MAX a partir de janeiro de 2020, visto que a fabricante não está conseguindo encontrar novos espaços para estocar a sua produção de aeronaves.

De acordo com o site Leeham News, essa pausa na produção poderá ser de 03 a 06 meses, dependendo do período que a FAA vai certificar novamente o 737 MAX.

Mesmo que uma nova certificação do 737 MAX seja emitida em fevereiro, a Boeing demoraria pelo menos um mês para retomar a produção da aeronave, visto que precisaria fabricar novos componentes através das fornecedoras terceirizadas, e estes, transportados até a linha de produção.

Mesmo que retome a produção, a taxa de aeronaves que saem dos hangares a cada mês deve ser baixa inicialmente, até o pico de 52 aviões ser atingido até o final de 2020.

Por enquanto pouco sabemos sobre o impacto da decisão da Boeing de paralisar a produção, na cadeia de componentes do 737 MAX. E também se funcionários serão demitidos em Renton ou pelas fornecedoras da Boeing.

A Spirit Aerosystems, uma grande fornecedora de componentes estruturais do 737 MAX, vai se reunir com sindicatos para oferecer um plano de férias prolongadas.

Por enquanto, a expectativa é de pelo menos um bilhão de dólares em prejuízo mensal, mesmo com a produção parada, e o atraso significativo na entrega de novas aeronaves em 2020 e 2021.


No momento a Boeing está dependendo de uma decisão da FAA, e esta pode mudar todo o rumo da fabricante norte-americana.

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