Itapemirim
Foto: Autor desconhecido

Buscador de voos Viajala.com.br fez uma análise dos preços praticados hoje em algumas rotas que estavam sendo operadas pela Itapemirim. Trechos domésticos com datas para o fim do ano podem passar de R$ 2.000.

No momento mais concorrido do ano para viajar, com aeroportos abarrotados e passagens de avião a preços bem acima do normal, os passageiros da empresa aérea ITA, do grupo Itapemirim, foram surpreendidos com a notícia de suspensão das atividades da empresa e o cancelamento de todos os voos. A ITA fez seu voo inaugural em junho de 2021, há apenas seis meses, e havia inclusive anunciado novas rotas para o final do ano.

“Processos de quebra ou suspensão de atividades de uma companhia aérea costumam acontecer ao longo de meses e esta foi uma suspensão muito abrupta com pouquíssimo tempo de atividade, o que pegou todo mundo de surpresa”, apontou o VP de vendas e cofundador do buscador de voos Viajala.com.br, Josian Chevallier. “E isso ainda ocorreu no pior timing possível para os viajantes: o momento de maior demanda e mais altos preços de passagens do ano.”

O Viajala fez um estudo com algumas das rotas operadas pela Itapemirim, partindo de São Paulo e do Rio de Janeiro com destino a Fortaleza, Salvador, Recife, Maceió, Brasília, Florianópolis e Curitiba além da própria ponte aérea São Paulo e Rio, para analisar quanto custaria se estes passageiros que viajariam com a empresa nos próximos dias (entre a semana do Natal e a semana do Ano-Novo) comprassem uma nova passagem agora.

 

O preço de voltar para a sua casa

Nos últimos três dias, de sexta-feira a domingo, quando foi anunciada a suspensão da ITA, a rota São Paulo – Recife, com saída na última semana de dezembro de 2021 e retorno na primeira de janeiro de 2022, teve preço médio de R$1.754, um aumento de 17% em relação ao preço médio dos dias anteriores.

Já a rota São Paulo – Salvador, com saída e retorno nos mesmos dias, apresentou aumento de 26% e preço médio de R$1.670 no fim de semana. São Paulo – Brasília chegou a subir 30% em relação aos dias anteriores: custou em média R$1.020 nas pesquisas de voo feitas entre sexta e domingo.

Quem procura hoje por voos em algumas das rotas que eram operadas pela ITA para voar já nos próximos dias (de 21 a 23 de dezembro), com retorno logo depois do ano-novo (de 02 a 04 de janeiro), se depara com trechos que passam de R$2.000. Veja detalhes abaixo:

Para viajar nos próximos dias entre São Paulo e Rio de Janeiro (nos dois fluxos), o trecho de ida custa entre R$350 e R$450, enquanto o trecho da volta pode passar de R$700.

Partindo do Rio rumo ao Nordeste, encontramos os trechos de ida para Salvador, Fortaleza e Maceió custando entre R$400 e R$600. Já a ida para Recife sai entre R$600 e R$800 nos próximos dias, antes do Natal. Mas voltar para casa é mais complicado: os trechos de volta logo depois do ano-novo podem passar de R$1.700, atingindo até R$2.000.

Do Rio para Brasília é mais barato, mas não tanto: o trecho de ida pode chegar a R$700 e o de volta, R$1.300. Voos para Florianópolis custam até R$400 no trecho de ida, e até R$700 no de volta. Dos destinos analisados, Curitiba é o mais em conta: viajar nos próximos dias custa cerca de R$200 no trecho de ida, e o de volta também sai por até R$700.

Partindo de São Paulo, os voos de ida para Fortaleza nos próximos dias saem entre R$300 e R$500; Para Salvador, entre R$400 e R$700; Para Recife, entre R$500 e R$700; e para Maceió, entre R$500 e R$900. O trecho da volta, nos primeiros dias de janeiro, já sobe para R$1.200 no caso de Salvador, a opção mais barata no Nordeste. Voltar de Fortaleza para São Paulo logo depois do Ano-Novo custa hoje até R$1.800 o trecho, enquanto voltar de Recife e de Maceió pode passar de R$2.000.

Se o destino é a Capital Federal, o trecho da ida custa hoje entre R$400 e R$600, e a volta pode chegar a R$800. Voos de São Paulo para Florianópolis custam até R$500 no trecho de ida, e até R$1.000 no de volta. Curitiba também é o destino menos impactado neste caso: voos de ida custam cerca de R$300 nos próximos dias, enquanto a volta pode sair por menos de R$500 logo depois do Ano-Novo.

 

Alternativas da Itapemirim

Uma das soluções emergenciais que a ITA está oferecendo aos usuários é a possibilidade de fazer o trecho de ônibus. Para o executivo do Viajala, as pessoas acabam aceitando porque o problema não é só o preço alto, mas também a pouca disponibilidade de assentos nos voos. 

“Ir de ônibus está longe de ser o ideal, mas se se tratar de uma distância de menos de mil quilômetros, como acontece em viagens entre São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Vitória, pode ser uma saída para não perder dinheiro e chegar ao destino mais rápido. Mas essa situação não é realidade para boa parte dos viajantes que vão do Sudeste ao Nordeste, por exemplo, e precisariam enfrentar viagens de 30, 40 horas, ou mais, considerando os possíveis engarrafamentos dessa época do ano.” 

Segundo Josian, viagens que durem mais de 15 horas são pouco viáveis não só pelo desconforto e pelo cansaço gerado, mas também por motivos profissionais.

“Muita gente trabalharia no formato home office no recesso de fim de ano, na casa dos amigos ou de familiares, e não pode ficar offline por dois dias porque está em um ônibus, sem sinal de internet e cruzando o país”, explica.

Além dos problemas emergenciais e dos transtornos causados por essa suspensão repentina, pode haver também um impacto nos preços a médio prazo, especialmente nas rotas que foram interrompidas pela Itapemirim. 

“Depois de mais de um ano de pandemia com demanda de viagens muito aquém da normal (e, por consequência, preços mais baixos nas passagens), o setor começou a dar sinais de recuperação este ano e a demanda voltou a subir, junto com o preço. O aumento da oferta de voos devido à chegada da ITA poderia gerar mais competição e baixar os preços dessas rotas a médio e longo prazo”, aponta. “Se já estamos vivendo um momento de alta das tarifas devido à retomada das viagens e a diversos fatores externos (como a alta do dólar, dos combustíveis e a instabilidade em relação à pandemia), perder oferta neste momento atrapalha a competitividade dos preços”, lamenta.

Para os passageiros prejudicados pela suspensão da Itapemirim Transportes Aéreos que preferem pagar por uma nova viagem de avião, o VP de vendas do Viajala dá uma dica: “procure viajar nos dias 24 ou 25 de dezembro e retornar nos dias 31 de dezembro ou 01 de janeiro, que são as datas com passagens mais baratas devido à baixa demanda. A economia costuma passar de 60% em relação aos dias imediatamente anteriores ou seguintes.”

 

Via: Viajala.com.br

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