O F-35B do 207 Squadron pousa no HMS Prince of Wales pela primeira vez. Foto: Marinha Real/Direitos autorais da Coroa Britânica.

No início do mês, o HMS Prince of Wales, novo porta-aviões da Marinha Real Britânica (RN) embarcou três helicópteros de ataque Apache e um caça stealth F-35B Lightning II. O embarque das aeronaves faz parte dos testes de mar do novo navio de 65 mil toneladas, que acontecem neste momento na costa sul da Inglaterra.

Os Apaches pertencem ao Esquadrão 656 do 4º Regimento do Corpo Aéreo do Exército Britânico (AAC). Os helicópteros já haviam embarcado no HMS Queen Elizabeth e antes operavam a partir do HMS Ocean, atual NAM Atlântico da Marinha do Brasil.  

O AAC está realizando testes extensos na nova embarcação, enquanto as duas forças aprendem como integrar o helicóptero às novas nau capitânia do país, explicou a Royal Navy. 

Um dos três Apaches embarcados no HMS Prince of Wales (R09). Foto: Marinha Real/Direitos autorais da Coroa Britânica.

O treinamento no HMS Prince of Wales incluirá a qualificação de novos pilotos na arte de pousos e decolagens no convés, mas também garantirá que o pessoal de solo do AAC e dos Engenheiros Elétricos e Mecânicos Reais possam desempenhar suas funções de manuseio e manutenção de aeronaves no mar.

Além do foco operacional, os militares aprenderão rapidamente o labirinto de passagens no enorme porta-aviões, bem como a gíria naval ou ‘Jackspeak’ e as nuances da vida diária no mar com a Marinha Real. 

Apache decolando do HMS Prince of Wales. Foto: Marinha Real/Direitos autorais da Coroa Britânica.

No dia 09 ocorreu o primeiro embarque de uma aeronave de asa fixa no R09, quando um F-35B Lightning II do Esquadrão 207 da Força Aérea Real (RAF) pousou no navio. “Foi uma verdadeira honra ser o primeiro piloto a pousar o F-35B no HMS Prince of Wales”, disse o Squadron Leader Will, piloto do Esquadrão 207, unidade sediada na base aérea de RAF Marham, no Condado de Norfolk. 

O F-35B do 207 Squadron pousa no HMS Prince of Wales pela primeira vez. Foto: Marinha Real/Direitos autorais da Coroa Britânica.

“Com todo o treinamento que realizamos anteriormente com o HMS Queen Elizabeth, agora estamos ansiosos para usar essa experiência e conhecimento enquanto trabalhamos com o HMS Prince of Wales enquanto ela se move em direção a sua capacidade operacional total.”

Momentos depois do primeiro pouso do caça furtivo no novo porta-aviões, o Lieutenant Commander Ben, também do Esquadrão 207, acelerou a aeronave que subiu no icônico skijump rumando o céu. Supervisionando o primeiro pouso e a decolagem estava o Capitão Darren Houston, o oficial comandante do navio de guerra sediado em Portsmouth, que saudou “um marco significativo no renascimento das operações do grupo de ataque de porta-aviões da Royal Navy.”

Sob o comando do Lieutenant Commander Ben, o F-35B acelera no convés do Prince of Wales. Foto: Marinha Real/Direitos autorais da Coroa Britânica.

” É um reflexo tangível do enorme esforço coletivo da empresa de porta-aviões para entregar o segundo porta-aviões da Royal Navy. Estou particularmente orgulhoso da contribuição feita pela companhia do meu navio no desenvolvimento desta capacidade soberana líder mundial e esperamos com grande expectativa o crescimento rápido de nossa experiência na operação do F-35B por meio de mais testes e treinamento ainda este ano”, disse o Capitão Darren. 

Atualmente um destacamento de caças F-35B da RAF e dos Fuzileiros Navais dos EUA estão operando a partir do HMS Queen Elizabeth, que se encontra no Mar Mediterrâneo no momento. As aeronaves estão participando do Exercício Falcon Strike na Itália, ao lado dos F-35A e B de Israel e da Força Aérea Italiana. 

Militares conversam ao lado do F-35B preso ao convés do HMS Prince of Wales. Foto: Marinha Real/Direitos autorais da Coroa Britânica.

A notícia do primeiro pouso no Prince of Wales foi passada ao Comodoro Steve Moorhouse, comandando o grupo de ataque de porta-aviões do Reino Unido a bordo do HMS Queen Elizabeth. “Construir um porta-aviões é um sinal de ambição nacional. Mas construir dois – e operá-los simultaneamente – é um sinal de intenção nacional séria”, afirmou.