A KLM Royal Dutch Airlines anunciou que agora está considerando o Airbus A321neo, como uma possível aeronave para substituir os seus atuais 737 NG.

Antes a companhia considerava somente o 737 MAX, mas as alterações do projeto, e a crise da paralisação, podem deixar o custo de substituição mais elevado, visto que agora as companhias precisam fazer um treinamento completo na transição entre as gerações do 737.

A informação foi revelada pelo diretor executivo do porta-bandeira holandês, Pieter Elbers, durante a entrega do quinto 787-10 Dreamliner em Charleston. 

De acordo com o executivo, a companhia aérea precisa dar um passo para substituir a frota do Boeing 737 NG nos próximos meses.

Pieter Elbers, diretor executivo da KLM Royal Dutch Airlines, comentou: Acreditamos no retorno de MAX, mas, ao mesmo tempo, também olhamos para o Airbus A321, dada a incerteza do MAX. Não sei quando o MAX voltará e acho que eles certamente [Airbus] estão interessados ​​em uma possível encomenda da KLM em Toulouse.” 

Elbers também citou que a companhia precisa expandir, visto que há um acordo existente que exige esse ponto.

“Temos um acordo sobre a taxa de emissão por voo, em troca do crescimento de Schiphol e Lelystad. Este é o plano A e estou aderindo a ele. Não estou pronto para o plano B”, disse Elbers.


Atualmente, a KLM possui 52 unidades do Boeing 737 NG em suas variantes -700 (16), -800 (31) e -900 (5), com idade média operacional de 12,4 anos.

A Air France optou por uma mescla do A321 com o A220 para substituir os seus A220, já outra companhia do mesmo grupo, a Transavia, estava perto de encomendar o 737 MAX, quando o avião da Boeing precisou ficar em solo, após os acidentes. A Transavia sofre desde então com uma limitação no seu crescimento.

Além da vantagem de oferecer versões de longo alcance e capacidade para até 240 passageiros, a companhia também pode negociar um desconto na encomenda para o A321neo, visto que a Air France já tem um acordo com a Airbus.

Como desvantagem, a KLM tem o fato de precisar treinar seus tripulantes para um novo produto, bem como aguardar slots de produção, visto que a Airbus está cheia de pedidos para o A321neo, e resolvendo questões em Hamburgo que estão atrapalhando a empresa no cumprimento dos prazos.

 

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