Itapemirim
Foto: Gabriel Benevides/Aeroflap

A Polícia Federal vai iniciar investigações no Grupo Itapemirim buscando esclarecimentos sobre a interrupção de voos da empresa do grupo de transportes na última semana. A suspensão de voos da ITA deixou milhares de passageiros sem ter como voltar para casa na semana do Natal.

A investigação terá dois focos, uma voltada para toda a forma que as operações da Itapemirim foram realizadas na comercialização de voos pelo país que deixou milhares de passageiros sem voar neste fim de ano. O outro foco estará sobre os negócios estabelecidos pelo dono da empresa, o empresário Sidnei Piva, no ramo de criptomoedas.

A investigação no ramo de criptomoedas criada pela Itapemirim em meados deste ano, visa esclarecer as acusações de investidores contra Sidnei Piva. Os investigadores alegam que o dono da Itapemirim não devolveu R$ 400 mil investidos no negócio e também não permitiu mais o acesso na plataforma Extrading, que mostra toda a movimentação da moeda como formas de resgate e destino do dinheiro.

A Polícia Federal iniciou investigações sobre supostas práticas de crimes como evasão de divisas, sonegação fiscal, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular na Itapemirim.

O braço de transportes aéreos do grupo suspendeu suas operações na última sexta-feira (17) no final do dia, deixando milhares de passageiros presos em Aeroportos de todo o país. 

A própria companhia aérea comunicou para a imprensa e em suas mídias oficiais a suspensão da operação de voos, cancelando tudo temporariamente e sem previsão de retorno.

De acordo com a companhia, a decisão foi tomada por necessidade de ajustes operacionais. Por enquanto não há uma previsão de retomada dos voos da ITA.

A companhia está com seu Certificado de Operador Aéreo(COA) suspenso desde a sexta (17) pela ANAC. De sexta-feira (17/12) ao domingo (19/12), cerca de 430 passageiros da empresa foram reacomodados em voos de empresas congêneres. Aproximadamente sete mil passageiros também estão em processo de reembolso. 

 

 

Fonte: Veja

 

 

 

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