Companhias Aéreas Lufthansa Rússia voos
Foto: Lufthansa

Com os voos se aproximando aos níveis pré-pandemia, muitas companhias ainda estão fazendo uma série de ajustes não só de frota, mas também das rotas operadas. 

Neste sentido, algumas companhias dos Estados Unidos quanto da Europa necessitam cumprir regras no uso de horários para manter slots em determinados aeroportos.

Por exemplo, antes da pandemia, a regra aplicada era de 80 para 20, o que significa que cada companhia deveria usar cerca de 80% do seu horário para manter os slots, após a pandemia, a regra foi alterada para 50% do tempo de uso, passando para 70% desde o final de março. 

Ainda que na Europa os voos estejam com o fluxo alto de passageiros, a Lufthansa anunciou que terá de voar 8.000 voos sem passageiros para que boa parte dos slots em terminais estratégicos sejam mantidos. 

Após o anúncio, o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, ironizou a companhia alemã e a desafiou a vender os assentos a preços praticados por sua companhia. 

“A Lufthansa adora chorar de crocodilo sobre o meio ambiente ao fazer todo o possível para proteger seus slots”, disse O’Leary. 

Segundo o Greenpeace, somente no inverno passado na Europa, cerca de 100.000 voos foram praticados no modo ‘fantasma’, resultando em uma emissão de 21 milhões de toneladas de dióxido de carbono na atmosfera. 

Ainda que haja um amplo debate sobre a questão dos voos sem passageiros, as companhias aéreas não possuem outra escolha a não ser manter esses voos para não haver a perda de slots estratégicos, principalmente em um momento em que as companhias estão traçando as suas estratégias para os próximos anos.

Com informações: Greenpeace e Simple Flying