C295 Foto: Airbus

O Presidente de Gana deve investigar as alegações de suborno durante a aquisição militar das aeronaves de transporte tático da Airbus, detalhadas em documentos judiciais do Reino Unido após uma investigação de corrupção no aeródromo.

Cinco acusações de falha na prevenção de suborno, direcionadas à Airbus após uma investigação do Escritório de Fraudes Graves do Reino Unido, concentram-se principalmente em atividades relacionadas a pedidos de aeronaves comerciais na região Ásia-Pacífico.

Mas uma contagem se concentra em duas campanhas para fornecer os Airbus Military C295s ao Gana. Duas aeronaves foram encomendadas em agosto de 2011 e uma terceira, após uma proposta de arrendamento abortada, em março de 2015.

Alega que a Airbus contratou um parente próximo de um funcionário do governo ganês de alto escalão como parceiro de negócios para a venda proposta do C295, e que esse relacionamento era conhecido na Airbus.

Pagamentos da Comissão de cerca de 5 milhões de euros – destinados a recompensar favor indevido – foram feitos ou prometidos ao parceiro comercial, de acordo com uma declaração do Tribunal Superior do Reino Unido sobre o caso divulgado em 31 de janeiro.

“A documentação falsa foi criada pelos funcionários da Airbus, ou com o acordo deles, a fim de apoiar e disfarçar esses pagamentos”, acrescenta.

C295 Foto: Airbus

O presidente do Gana, Nana Akufo-Addo, “tomou conhecimento” dos detalhes do acordo de processo adiado com a Airbus e das “implicações”, diz a diretoria de comunicações do país.

Não divulgou a identidade do alto funcionário do governo ganês destacado pelo tribunal como um importante tomador de decisão em relação às vendas de aeronaves.

Mas o presidente encaminhou a situação ao escritório do promotor especial com instruções para colaborar com as autoridades do Reino Unido e conduzir um “inquérito imediato”.

Este inquérito deve “determinar a cumplicidade ou não de qualquer funcionário do governo ganês, passado ou presente, envolvido no referido escândalo” e tomar as medidas legais necessárias, acrescenta a diretoria.

Fonte: Flight Global

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