Três dias após a sua instalação, a primeira experiência do sistema de reconhecimento facial em um aeroporto dos Estados Unidos conseguiu detectar um passageiro irregular.

De acordo com informações divulgadas pela administração do aeroporto e pela CBP, um homem de 26 anos estava com um passaporte falso, e o sistema apontou que ele não era a pessoa que constava na foto do seu passaporte. Ele passou por todas as pessoas do Aeroporto de Internacional Washington-Dulles com o documento falso, até mesmo de Guarulhos, visto que seu voo partiu aqui do Brasil, mas alguns oficiais solicitaram que ele fizesse uma segunda verificação, que era no sistema de reconhecimento facial.

O passaporte indicava que ele era um homem francês, mas na verdade havia um documento de identificação em seu sapato, que indicava que ele era do Congo.

A administração ainda ressaltou que o passaporte original era de um homem parecido com ele, algo bastante utilizado para enganar as autoridades, mas que é contornado por um computador qualquer, com o software capaz de realizar o reconhecimento de face e diferenciar várias pessoas mesmo que tenha a aparência semelhante, como seu irmão gêmeo.

O homem logicamente foi detido e será deportado, depois de uma primeira investigação ser conduzida.

Nos EUA o futuro é que esse sistema se expanda nos próximos anos, e não necessite de levar o passageiro para uma inspeção secundária, para isso cerca de 14 aeroportos já estão equipados com a tecnologia, que está realizando o aprendizado de software para melhorar a confiabilidade dos resultados. É possível, por exemplo, calibrar o sistema para identificar o passageiro na fila da imigração, antes da pessoa entrar no país ou ser atendido por um agente.