F-35 F/A-18 EUA Finlândia stealth
F-35A Lightning II da USAF voa em ala com um F/A-18C Hornet da Finlândia. Foto: Ministério da Defesa Finlandês.

A Força Aérea da Finlândia (Ilmavoimat) anunciou na sexta-feira (27) que seus primeiros caças stealth F-35 serão implantados na sua base aérea mais ao extremo norte, dentro do Círculo Polar Ártico

O Comandante da Ilmavoimat, General-Brigadeiro Juha-Pekka Keränen, afirmou que a partir de 2026, os primeiros caças “invisíveis” ao radar estarão sediados na Base Aérea de Rovaniemi. A informação foi compartilhada pelo Comando Aéreo da Lapônia através de seu perfil no Twitter. 

A base de Rovaniemi está há 705 km da capital Helsinque, sendo a base mais ao norte da Finlândia com caças, localizada dentro do Círculo Polar Ártico. 

O anúncio ocorre em meio às ameaças da Rússia contra Finlândia e Suécia, que desejam aderir à OTAN após a invasão da Ucrânia. O conflito, que já ultrapassa os 100 dias, não tem qualquer sinal de um fim, à medida que a Rússia tem tomado mais territórios e o Ocidente tem aumentado seu apoio econômico-militar à Kiev. 

Em dezembro de 2021, a Finlândia anunciou o F-35A Lightning II da Lockheed Martin como vencedor do Programa H-X, que visa substituir sua frota de caças F/A-18 Hornet Legacy. Ao todo, 64 caças serão adquiridos, junto de acordos de compensação que verão a fabricação de componentes da aeronave no país. 

A vitória do F-35 na Finlândia – que superou o JAS-39 Gripen da Saab, Dassault Rafale, F/A-18 Super Hornet e Eurofighter Typhoon – ocorreu não muito tempo depois da escolha do jato furtivo pela Suíça. 

Na última quinta-feira, um par de F-35 da Noruega partiram da base aérea de Evenes para interceptar um par de jatos de combate da Rússia. Conforme o The Barentes Observer, a implantação dos F-35 no norte da Finlândia permitirá interceptações mais rápidas contra aviões russos que voam a oeste da Península de Kola, comparado ao dos F-35 que saem de Evenes, ao norte da Noruega.

F-35 MiG-31 Noruega Rússia interceptação
Caça e jato de ataque da Rússia foram interceptados no extremo norte da Noruega. Foto: Luftforsvaret.

No entanto, como parte da política de segurança de Oslo em relação à Rússia, outros aliados da OTAN até agora não foram autorizados a usar o espaço aéreo sobre a parte oriental de Finnmark ao voar em missões para monitorar as atividades russas. 

Um voo de Rovaniemi para o Mar de Barents terá de atravessar o espaço aéreo norueguês durante um ou dois minutos. Muito provavelmente, a Noruega continuará a facilitar o QRA (Alerta de Reação Rápida) da OTAN nas águas do norte, enquanto a Finlândia, a partir de 2026, protegerá a nova fronteira terrestre de 1.340 quilômetros da OTAN com a Rússia.