Uma combinação de fortes problemas climáticos e falta de consciência situacional causaram o acidente da Aeromexico, com um Embraer E190 ocorrido em julho de 2018. Essa foi a conclusão de investigadores mexicanos da Direção Geral de Aviação Civil do México (DGAC).

Durante a decolagem os pilotos aceleraram os motores e enquanto se deslocavam na pista, já além da V1, foram atingidos por um fenômeno chamado windshear, também conhecido como microburst, é um vento forte descendente e repentino.

Vale ressaltar que no momento da decolagem as condições climáticas mudaram rapidamente, para uma forte chuva de granizo enquanto a aeronave se deslocava pela pista.

A caixa preta registrou muitas variações na velocidade do ar, identificado como um forte movimento do ar de cima para baixo, ou de água da própria chuva que caía no momento do acidente.

Com esse efeito climático, a aeronave que estava levantando voo colidiu sua parte inferior na pista, e foi “arrastando” até sair da área da mesma, e parar perto da cabeceira.

Todos os 103 passageiros e tripulantes do voo AM2431 sobreviveram, evacuando do avião antes de pegar fogo.

 

Falha humana e demissão dos tripulantes

A investigação também apontou que os pilotos não tiveram uma consciência situacional, sobre o que estaria ocorrendo durante o efeito do windshear.

O voo contava com três pilotos na cabine, sendo um comandante na sua posição, um co-piloto e um piloto reserva no jump-seat.

O co-piloto que estava no assento destinado para a sua função, estava passando por um treinamento, e nenhum outro piloto estava habilitado para prestar um treinamento a outro piloto. Categorizando isso como uma quebra de protocolo.

A decolagem foi feita pelo co-piloto, com acompanhamento do piloto que estava sentado no jump-seat, o comandante assumiu a decolagem cerca de 5 segundos antes do primeiro choque da aeronave com o solo.

Ainda em agosto a Aeromexico anunciou que tinha demitido os três pilotos envolvidos, de acordo com a companhia, por quebrar as políticas e procedimentos da empresa.

 

Controladores de tráfego aéreo falharam

O relatório também culpa o controlador de tráfego aéreo por não fornecer informações suficientes sobre variações, direção e velocidade do vento.

Desta forma eles violaram o Manual de Gerenciamento de Tráfego Aéreo do México, e culminaram esse acidente com uma série de erros.

 

Outros dados

O avião envolvido foi um Embraer 190, de matrícula XA-GAL, nenhum indício de falha mecânica foi apontado como protagonista do acidente.

A aeronave entrou em combustão após a colisão com o solo, e atrito com o asfalto, desta forma impossibilitando a recuperação da mesma.

O voo decolou de Durango às 15h09, operado pela Aeromexico Connect com 99 passageiros a bordo. O destino do voo era a Cidade do México.