A nova joint-venture entre a Azul e a TAP pode ter mais uma participante de peso, é a United Airlines, uma das maiores companhia dos EUA.

Essa nova joint-venture irá selar ainda mais a relação entre TAP e Azul, que compartilham relações de propriedade comum através do fundador da Azul David Neeleman. Ele é acionista da Atlantic Gateway e possui uma participação de 45% na holding da TAP, incluindo a parte acionária do sócio Português e do Governo de Portugal.

A United também detém 5% de participação acionária na Azul, e também já faz parceria de codeshare com a companhia brasileira.

Foto – United Airlines

A parceria entre a Azul e a TAP também inclui a Hainan Airlines, que tem cerca de 23% da Azul, ela incluiu voos entre Portugal e a China, para atender a demanda do mercado Brasileiro até países da Ásia. Tanto na China como no Brasil as duas companhias são fortes, permitindo ampla conectividade de voos para o passageiro, mesmo que para isso você precise pegar até 4 voos para chegar ao Japão.

Depois que a Atlantic Gateway assumiu a administração da TAP algumas aeronaves sobressalentes da Azul, durante a crise econômica no Brasil, foram transferidas para a TAP, expandindo as operações da companhia portuguesa que estavam bastante engessadas, outros aviões voltaram para o Brasil, como os dois A330 da Azul emprestados para a TAP, enquanto a companhia não recebia os A330-300.

E190 da TAP, ex-Azul. Foto – Embraer

Esse movimento permite flexibilizar a frota em momentos de crise, e evitar prejuízos financeiros entre companhias de um mesmo grupo.

Essa movimentação entre companhias para formar joint-ventures foi revelada pelo vice-presidente de Rede e Gerenciamento de Receitas da TAP, Elton D’Souza, em entrevista para o site CAPA. Ele ressaltou que a intensa colaboração entre as companhias é melhor do que apenas acordos de codeshare.

O site PressTur, de Portugal, também acrescentou que essa joint-venture entre a Azul e a TAP tem grande chance de ser expandida para a United no futuro. Em sua fase de administração na “mão” do Neeleman a TAP reforçou seus voos para destinos dos EUA, procurando um mercado de alta demanda em voos de longa distância.