Foto - Boeing

A data de entrada em serviço do jato de longo alcance 777-8, da Boeing, vai depender parcialmente da demanda dos clientes, disse um executivo da fabricante norte-americana, que tem expectativa de obter da australiana Qantas a primeira encomenda da aeronave capaz de fazer voos de Sydney a Londres.

A Qantas tem afirmado que pode encomendar até o fim deste ano o 777-8 ou o rival Airbus A350-1000, para operar o voo comercial mais longo da história, com expectativa de que as entregas aconteçam a partir do final de 2022.

A aérea australiana planeja um voo teste de 20 horas entre Nova York e Sydney. O voo teria um número limitado de passageiros e será feito com uma aeronave 787. A intenção da empresa é fazer pesquisa sobre índices de bem estar dos passageiros em jornadas tão longas.

A Qantas disse que a encomenda dos aviões depende de resultados favoráveis dos estudos de viabilidade e de acordos com sindicatos de pilotos e com a agência australiana de aviação devido aos períodos de trabalho sem precedentes da equipe.

Atualmente, a rota mais longa do mundo é operada pela Singapore Airlines, entre Nova York e Cingapura. A empresa usa na rota uma versão do A350-1000 similar à versão menor A350-900ULR, que tem um sistema de combustível modificado, disse a diretora de marketing do A350, Maria Luisa Luca Ugena.

“Nosso cronograma para o 777-8 obviamente está sob consideração sobre quando ela entrará efetivamente em serviço”, disse Darren Hulst, executivo sênior de marketing da Boeing Commercial Airplanes, a jornalistas nesta quarta-feira.

Ele rejeitou comentar sobre se uma encomenda da Qantas pode acelerar planos da Boeing para o 777-8. Até agora, as companhias aéreas do Oriente Médio Emirates e Qatar Airways são as únicas clientes da Boeing para o avião, tendo encomendado 35 e 10 unidades, respectivamente.


A Associação Internacional de Pilotos, que representa pilotos da Qantas, afirmou que vai ajudar a reunir informações sobre fadiga nos três voos de teste planejados, começando com a rota Nova York-Sydney na sexta-feira. Um voo entre Londres e Sydney é planejado para novembro. A entidade alertou por ora que os voos não vão replicar condições reais.

 

Via – Reuters