No final do ano 2000, início deste milênio, a Airbus decidiu apresentar o projeto do A380 como uma solução para o futuro, conectando as metrópoles do planeta Terra e democratizando ainda mais os voos de longa distância.

A primeira aeronave realizou o seu voo inaugural em 2005, dois anos depois o A380 realizava o seu primeiro voo comercial, com passageiros a bordo.

Era um avião diferente, não há como passar sem ser percebido em um aeroporto, até mesmo por aqueles que não gostam de avião.

Os 80 metros de envergadura, quase 73 metros de comprimento, uma altura equivalente a um prédio de 6 andares (24 metros), fazem do A380 um ícone da tecnologia do século 21, da capacidade e ambição humana, do tão sonhado “transatlântico” que o fundador da Pan Am sugeriu na década de 60.

Interior do A380 da Emirates.

Apesar do apelo de mercado, o A380 é uma aeronave de nicho, transporta muitos passageiros, consome bastante combustível e custa muito para adquirir um exemplar deste modelo.

Esses motivos supracitados fizeram o A380 ter uma vida longa de produção, mas com poucas encomendas, foram apenas 274 desde 2000, sendo que 123 destas são da Emirates. Apesar disso a Airbus só espera produzir 251 aeronaves até 2021.

Complicado de construir, a Airbus optou hoje (14/02) por anunciar que vai definitivamente encerrar a produção do A380 em 2021, e que deixou de aceitar mais pedidos para este avião. Só em 2019 foram 47 encomendas canceladas, um esforço da Airbus para que os clientes escolham aeronaves que a empresa produz em maior número, diminuindo os custos de manter uma linha de produção.

Tom Enders, CEO da Airbus, descreveu este momento como “doloroso” no contexto da aviação e da história de desenvolvimento do A380. “O A380 é uma excelente realização industrial e de engenharia”, disse Enders.

Por enquanto resta pensar que não há um prazo estabelecido para as aeronaves em serviço se aposentarem, a Qatar Airways declarou que vai deixar de operar com o A380 em 2024, mas a Emirates não tem perspectiva de quando deixará de operar com o icônico Super Jumbo, que um dia tentou substituir o Boeing 747.