O Project Sunrise da Qantas deve avançar nos próximos meses, de acordo com a companhia, no entanto, a empresa quer negociar com os sindicatos de pilotos uma nova jornada de trabalho, para possibilitar esses voos.

“Ficou claro que o Sunrise é algo que nossos negócios internacionais precisam para maximizar seu sucesso a longo prazo e defender sua posição competitiva”, escreveu o executivo-chefe da Qantas International, Tino La Spina, em um memorando interno enviado na quinta-feira.

A Qantas já iniciou as pesquisas no âmbito do Project Sunrise, realizando três voos de demonstração e pesquisa, com cerca de 40 passageiros a bordo em cada, que serviram de cobaias para estudos médicos sobre o impacto do tempo de voo em humanos.

O primeiro, de Nova York a Sydney, foi realizado em outubro, seguido por Londres-Sydney em novembro e Nova York-Sydney em dezembro. Isso levou à voos de 19 horas e 16 minutos, 19 horas e 19 minutos e 19 horas e 31 minutos, respectivamente.

As rotas dos voos de testes apontam a preferência da Qantas, de fazer voos de Sidney para Nova York e Londres sem escalas.

A Qantas já até decidiu que ficará com uma versão do A350-1000 para os voos que serão realizados a partir de 2023, porém agora com cerca de 300 passageiros a bordo.

La Spina diz no memorando que a Qantas procurará negociar diretamente com pilotos individuais ou criar uma “nova entidade de emprego”, se não puder chegar a um acordo com a Associação Australiana e Internacional de Pilotos (AIPA), que representa os pilotos da Qantas. A companhia quer resolver essa questão antes de 31 de março deste ano.


A entidade empregadora refere-se a um grupo piloto de menor custo, provavelmente composto por cerca de 400 pilotos de outras companhias aéreas e do exterior, de acordo com um relatório do The Australian que foi reproduzido no site da AIPA.

O mesmo relatório cita o presidente da AIPA, Mark Sedgwick, dizendo: “Ele mostra como essa empresa aparentemente prefere ir até as últimas circunstâncias a construir um consenso neste momento crítico”.

Ele acrescenta: “O Project Sunrise envolve várias questões regulatórias e de segurança que a AIPA, em nome dos pilotos, está trabalhando e continuará a fazê-lo no interesse do público que viaja”.

 

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