Quanto custa um táxi aéreo internacional?

Redução na malha aérea no Brasil e fechamento de fronteiras estão impactando positivamente a demanda por voos fretados internacionais, de acordo com a empresa de voos fretados Flapper. Alguns indicadores revelam um crescimento de mais de 100% nas cotações internacionais em maio, em comparação ao ano anterior.

Oportunidades de voos por assento

Embora os altos custos dos serviços de fretamento constituam um obstáculo para a maioria da população, as perspectivas atuais do setor apontam para uma oportunidade para tal chamados voos de “crowdsourcing” em rotas importantes, como São Paulo – Flórida e São Paulo – Lisboa. Atualmente, um desses voos de perna vazia na rota Miami (OPF) – Guarulhos (GRU) é oferecido por menos de 36 mil reais por pessoa em uma confortável aeronave Learjet 60 – um custo elevado para viajantes de classe Econômica, mas um preço justo para aqueles acostumados a viajar de Primeira Classe.

Pelo aplicativo Flapper é possível buscar ofertas pagas por assento, tais como voos compartilhados programados

Quanto realmente custa o táxi aéreo internacional (fretado)?

O voo mais em conta que podemos imaginar, considerando São Paulo como ponto de partida, é o voo Guarulhos (GRU) – Montevidéu (MVD). Tal fretamento pode ser realizado por aproximadamente R$75.000,00 em um confortável turbo-hélice King Air C90GT, de acordo com o sistema de cotação da Flapper.

Interior de um dos jatos Gulfstream oferecidos para fretamentos pela empresa.

Um voo mais longo, como por exemplo Guarulhos – Miami, requer uso de no mínimo um heavy jet. Com uma escala, o voo custa em torno de 450.000,00 reais em um jato Learjet 60 (7 assentos). Já no Legacy 600, o custo salta para mais de R$600.000,00, dando espaço para 10 a 12 passageiros. Um voo sem escalas exige uma aeronave de alcance long-range da família Gulfstream. Esse voo pode custar de 650.000,00 a 800.000,00 reais ou mais. O Gulfstream acomoda entre 14 a 18 passageiros e oferece o máximo conforto, com o espaço dividido em duas ou três seções.

 

Exposição a vírus VS jatos privados

Segundo a Flapper, um benefício adicional de voar em particular é a menor exposição ao vírus. As pesquisas apontam a que a aviação geral oferece 20 a 30 vezes menos chances para a propagação do covid-19. Se houver até 600 pontos de contato expondo os passageiros ao risco de contágio em um único voo comercial, existem apenas 20 interações em voos particulares, principalmente limitadas ao contato com motoristas, funcionários do FBO e tripulação.

 

No final, vale a pena?

De acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Aviação (IBA) para 2019, apenas 1% de todos os voos de aviação geral no Brasil são internacionais. A perspectiva atual do mercado está preste a mudar, deixando uma marca permanente no papel da aviação executiva nas viagens internacionais.

Enquanto o seu orçamento permitir, os voos internacionais de táxi aéreo tendem a ser mais rápidos, seguros e confortáveis do que a aviação comercial. Com a ajuda da tecnologia e a economia compartilhada, certamente podemos dizer que nunca houve um momento melhor para voar em privado, também para o exterior. 

 

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