A súbita alta dos combustíveis em 2018, e também no início de 2019, afetou bastante as companhias aéreas de todo o mundo, apesar de boa parte delas apresentarem bons lucros ao longo do ano, resultado de um reajuste do preço das passagens.

Apesar disso, boa parte das companhias não repassaram integralmente esse custo ao consumidor. Em 2017 as companhias aéreas dos Estados Unidos lucraram, no total, US$ 15,3 bilhões, mas em 2018 elas só lucraram US$ 11,8 bilhões, uma queda de 23%.

No primeiro dia de 2018 o barril de petróleo estava cotado à US$ 67, aproximadamente, no final de setembro do mesmo ano a cotação atingiu US$ 84,16, e atualmente está próximo de US$ 70.

A maior parte desses custos adicionais foram absorvidos pelas companhias nos voos domésticos dos Estados Unidos, onde o lucro caiu de US$ 13,2 bilhões em 2017 para US$ 8,6 bilhões em 2018.

Essa reversão nos resultados, devido ao aumento de 27% no preço do combustível ao longo de 2018, também impactou outras companhias.

Na Europa a Lufthansa reportou uma drástica diminuição nos lucros, principalmente no 1º trimestre de 2019, como reflexo da alta dos combustíveis, que afetou diretamente as unidades de baixa tarifa do Grupo Lufthansa.

No Brasil, a GOL reverteu os resultados positivos que estavam obtendo em 2017 e no início de 2018, a Avianca Brasil entrou em crise, julgando como principal culpado a alta dos combustíveis, que atrapalhou o plano de crescimento e rentabilidade da empresa, que tentava crescer sendo a 4ª força no mercado doméstico.

A flutuação cambial ao longo de 2018 aumentou ainda mais o preço dos combustíveis no Brasil, impactando diretamente nas companhias aéreas.