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A paralisação de aproximadamente 370 aviões do modelo 737 MAX por estar custando US$ 55 milhões por dia, de acordo com análises de uma consultoria de aviação.

A consultoria avaliou custos como o leasing da aeronave, que pode ser de até US$ 12 mil por dia, isso seria o equivalente ao aluguel do avião. Além disso há custos gerados pelo impacto das operações por retirar aviões da frota, e custos para manter cada avião parado em solo.

Uma aeronave parada chega a contabilizar até US$ 24 mil em prejuízo, por dia, sem contabilizar os voos que a aeronave deixa de realizar transportando passageiros, que geram receita para a companhia.

Algumas métricas são variáveis de acordo com a companhia aérea, mas o valor aproximado é esse, US$ 55 milhões por dia, que provavelmente vai indiretamente para o caixa da Boeing, para evitar perder clientes e encomendas.

Algumas companhias aéreas que operam várias aeronaves do modelo 737 MAX, como a American Airlines, já reclamam que retirada repentina dos aviões da frota da empresa afetou o cronograma e planejamento de voos da empresa.

“Não podemos simplesmente cancelar todos esses voos, então o objetivo é espalhar os cancelamentos em todo o nosso sistema para impactar a menor quantidade de clientes”, disse Ross Feinstein, porta-voz da American Airlines.

Por enquanto o mais seguro é manter os aviões 737 MAX em solo, mesmo com o prejuízo diário. A Boeing já trabalha rapidamente para encontrar uma solução pra o problema do MCAS, e promete lançar uma atualização de software até o fim de março, se a certificação do software não atrasar.

A fabricante também sofre mais prejuízos, pois paralisou as entregas do 737 MAX mas continua com a produção em ritmo normal. Resultado, as aeronaves prontas estão ficando estocadas nas suas instalações em Washington.