Richard Branson: “Virgin Atlantic precisa de ajuda do estado para sobreviver”

Virgin Atlantic

Em uma postagem em seu blog no site da Virgin Atlantic, o controlador e fundador da companhia aérea, Richard Branson, alertou que a empresa precisará de uma ajuda estatal para sobreviver à crise de baixa demanda do mercado.

O bilionário britânico, dono de 51% da Virgin Atlantic , diz que a companhia aérea está buscando um empréstimo comercial lastreado pelo governo do Reino Unido, e aponta para financiamento semelhante ao concedido à EasyJet.

Em uma postagem no blog de 20 de abril, o fundador do Virgin Group Richard Branson escreveu: “Juntamente com a equipe da Virgin Atlantic, faremos tudo o que pudermos para manter a companhia aérea funcionando – mas precisaremos do apoio do governo para conseguir isso diante das graves incertezas em torno das viagens hoje e sem saber por quanto tempo os aviões estarão estacionados”.

“Não seria dinheiro de graça e a companhia aérea pagaria de volta (como a EasyJet fará pelo empréstimo de 600 milhões de libras [748 milhões de dólares] que o governo recentemente concedeu a eles)”, escreve Branson.

“A realidade desta crise sem precedentes é que muitas companhias aéreas ao redor do mundo precisam de apoio do governo e muitas já o receberam. Sem ela, não haverá competição e centenas de milhares de empregos serão perdidos, além de conectividade crítica e enorme valor econômico”, acrescenta.

Branson ressalta em seu blog que o Virgin Group “comprometeu 250 milhões de dólares para ajudar nossos negócios e proteger empregos” e diz que “continuará investindo” o que puder.

Apesar de todas as críticas, a companhia é uma das poucas do Reino Unido que não realizou desligamentos em massa, para que os trabalhadores recebessem através de um programa de auxílio do governo Britânico.


Em uma aparente refutação de críticas nas mídias sociais dirigidas a indivíduos ricos que solicitam resgates financiados pelos contribuintes, o fundador da Virgin acrescenta: “Vi muitos comentários sobre meu patrimônio líquido – mas isso é calculado sobre o valor das empresas da Virgin em todo o mundo antes da crise, não tendo dinheiro em uma conta bancária pronta para sacar”.

A Virgin Australia – que recentemente solicitou uma ajuda de US$ 1,4 bilhão (US$ 892 milhões) do governo federal em seu país de origem – também está “lutando para sobreviver e precisa de apoio para superar essa catastrófica crise global”, diz Branson.

“Esperamos que a Virgin Australia possa emergir mais forte do que nunca, como uma companhia aérea mais sustentável e financeiramente viável”, acrescenta. “Se a Virgin Australia desaparecer, a Qantas efetivamente terá o monopólio dos céus australianos”.

 

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