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Rolls Royce/Divulgação.

Dias depois da Força Aérea dos EUA anunciar que uma escolha seria feita ainda nesse mês, o Pentágono informou que a Rolls Royce foi contratada para fornecer os novos motores para a frota de bombardeiros estratégicos B-52H Stratofortress. 

O contrato inicial tem o valor de US$500,870,458, podendo chegar a US$2,604,329,361 se todas as opções forem exercidas. Ao todo, 608 motores turbofan F130 serão adquiridos, o suficiente para substituir os antigos TF33 em uma escala 1:1. A USAF tem 76 bombardeiros B-52 em operação, cada um equipado com oito motores Pratt & Whitney TF33P-3. O TF33 é a versão militar do JT3D, um turbofan com baixa razão de bypass usado no Boeing 707 e Douglas DC-8. 

Além dos motores comerciais, a RR vai fornecer “motores sobressalentes, equipamentos de suporte associados e dados de engenharia comercial, incluindo atividades de sustentação, para serem usados ​​na frota de bombardeiros B-52H.” O Departamento de Defesa também informou que os trabalhos serão realizados pela RR em Indianápolis, Indiana, tendo a conclusão prevista para setembro de 2038. 

 

O F130, versão militar da série BR700, venceu o CF34-10 da General Electric e o PW800 da Pratt & Whitney. Os novos vão permitir que os B-52 estejam voando além da década de 2050, ou seja, 100 anos depois do seu primeiro voo, em abril de 1952. O jato entrou em serviço com a USAF em 1955.

Segundo o The War Zone, a USAF estava gastando US$ 2 milhões para revisar cada motor TF33 a cada seis mil horas de voo. A Rolls Royce, por outro lado, acredita que não haverá a necessidade substituir completamente qualquer um dos F130 durante o resto da vida útil esperada dos B-52H.

“Uma vez instalado, o F130 proporcionará uma eficiência de combustível muito maior, ao mesmo tempo em que aumenta o alcance e reduz a necessidade de aeronaves tanque”, observa o site da Rolls-Royce.

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