Rolls-Royce Trent XWB-97

(Reuters) A Rolls-Royce terá de fazer inspeções adicionais em alguns de seus motores Trent XWB, depois que foram encontradas rachaduras em alguns dos motores.

A empresa buscou tranquilizar os investidores e clientes de companhias aéreas nesta terça-feira (11/08) que o problema em alguns motores XWB, que propulsionam o A350 da Airbus não causaria interrupção significativa para as companhias aéreas ou custo de material.

A fabricante disse que as inspeções de rotina encontraram um desgaste em uma ou duas pás do Compressor de Pressão Intermediária em um pequeno número de motores XWB que estão em serviço há cerca de quatro ou cinco anos.

Fontes próximas disseram que o custo para Rolls-Royce seria entre dezenas de milhões de libras. Isso o torna muito menos grave do que os problemas do Trent 1000, que já custou à empresa 2,4 bilhões de libras (US$ 3,1 bilhões) para consertar no período 2017-2023.

O valor de conserto surge no momento em que a pandemia aumenta a pressão sobre as finanças da empresa. A empresa está buscando opções para fortalecer seu balanço depois que os aviões pararam de voar realizando testes, cortando a receita que recebe por horas de voo.

A Rolls-Royce disse que o desgaste inesperado de componentes do motor Trent XWB-84 estará sujeito a uma Diretriz de Aeronavegabilidade do regulador EASA, que deve ser publicada na quarta-feira(12).
 

A empresa emitiu preventivamente sua declaração para abordar uma possível “especulação em potencial”.

Analistas do Morgan Stanley disseram que havia um alto grau de sensibilidade em torno do XWB, visto que o motor é importante para o valor futuro da empresa mas sua avaliação foi que os problemas não eram uma grande preocupação e os chamou de “benignos”.


A empresa disse ainda que havia 100 desses motores em serviço. Nenhum dos motores apresentou qualquer operação anormal durante o voo e o problema não foi encontrado em motores mais novos.
 
 
 

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