F-16 AM MLU Noruega
F-16AM da RNoAF carregando uma bomba JDAM e mísseis AIM-120 AMRAAM e IRIS-T.

O Governo da Romênia revelou na última semana a intenção de adquirir 32 caças F-16 Fighting Falcon da Força Aérea Real Norueguesa (RNoAF). Oslo já vendeu 12 aeronaves para uma empresa civil norte-americana. 

Na sexta-feira (10), o portal romeno Digi24 revelou que o Ministro da Defesa Vasile Dyncu enviou uma carta ao parlamento, solicitando autorização para aquisição dos caças usados. O objetivo é reforçar a frota de F-16 da Força Aérea Romena, que atualmente conta com 14 F-16AM e três F-16BM. Os jatos foram adquiridos de Portugal entre 2016 e 2020. Além dos F-16, o país também conta com 16 antigos MiG-21 LanceR. 

A compra é estimada em 454 milhões de euros (US$ 514 milhões), sendo 354 milhões para as aeronaves e 100 milhões de euros para o apoio logístico e a necessária modernização que será realizada nos Estados Unidos. As aeronaves tem cerca de 40 anos. 

F-16 AM Romênia
F-16AM Fighting Falcon da Força Aérea Romena. Foto: Adrian Sultanoiu/Ministério da Defesa Romeno.

O Ministério da Defesa afirmou ter discutido com vários estados membros da OTAN sobre a possível aquisição de seus F-16, tais como: Bélgica, Dinamarca, Holanda, Noruega, Portugal ou Grécia. No final, a única solução identificada pela pasta foi comprar aviões noruegueses. 

Aeronaves podem voar por mais 10 anos

O Ministro Vasile explicou que a compra de F-16 adicionais permitiria à Força Aérea realizar mais operações de monitoramento e vigilância, principalmente na costa leste do país. Ele também admitiu ao Digi24 que os militares “não estão muito bem equipados”, daí a necessidade de investir em mais aeronaves e navios fabricados mesmo décadas atrás.

F-16 AM MLU Noruega
F-16AM da Noruega taxia na base de Bodø armado com mísseis AIM-120 AMRAAM e IRIS-T. Foto: RNoAF.

Vasile acredita que os F-16 usados ​​estão funcionais, em boas condições e ainda “viáveis” por pelo menos mais 10 anos. “Esses F-16 são aviões que possuem um recurso de vôo, por exemplo, em torno de 2.500 horas para cada aeronave. São 10 anos de funcionalidade, mais um processo de reforma, modernização ”, disse o ministro ao portal. “É absolutamente necessário neste momento ter aviões.”

O primeiro F-16 para a Noruega voou em 1979, sendo o país um dos primeiros clientes de exportação do caça monomotor. Ao todo, 45 F-16 foram adquiridos, todos elevados ao padrão MLU (Mid-Life Upgrade). Em outubro, Oslo revelou que seus F-16 serão totalmente aposentados em 2021, com o F-35 remanescendo como único vetor de caça do país. 

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