COMAC C919 China
Foto - COMAC/Reprodução

A estatal chinesa COMAC realizou mais um avanço nesta semana ao completar todos os voos de testes com seu novo avião C919, que deverá concorrer com modelos fabricados pela Boeing e Airbus.

De acordo com a agência russa TASS, que publicou sobre esse assunto, o C919 ganhará em breve a sua certificação de aeronavegabilidade, que autoriza a operação de voos comerciais por empresas da China.

No dia 14 de maio a COMAC iniciou os testes com a primeira aeronave C919 produzida em série, e que será entregue nos próximos meses para a China Eastern Airlines. Este C919 já está configurado com todas as atualizações e melhorias implementadas durante o período de certificação.

As primeiras cinco aeronaves da China Eastern Airlines serão baseadas em Xangai e voarão para destinos como Pequim, Guangzhou, Shenzhen, Chengdu, Xiamen, Wuhan e Qingdao

O COMAC C919 é bem semelhante com o A320 da Airbus, medindo 38,9 metros de comprimento, 35,8 metros de asa, altura de aproximadamente 12 metros e largura de cabine de 3,9 metros. Cada unidade pode ter um custo ao cliente de US$ 99 milhões, abaixo dos concorrentes.

COMAC C919
Foto – COMAC/Reprodução

No geral está disposto 3 versões para compra que alcança de 156 passageiros até 174 quando em configuração de única classe com alta densidade. A aeronave da COMAC tem uma autonomia de 4075 km. Uma versão de longo alcance pode voar até 5555 quilômetros.

O seu projeto tem participação de empresas americana e europeias para construir diversos sistemas da aeronave, outro passo para a ocidentalização da COMAC. Os motores, por exemplo, são fabricados pela CFM, da mesma linha Leap, que equipa o Airbus A320neo e o Boeing 737 MAX.

Essa é a grande aposta da empresa para concorrer com o Boeing 737 MAX e o Airbus A320neo. A aeronave já acumula mais de 800 encomendas, todas por companhias aéreas da China.

Até o momento, a COMAC recebeu pedidos de 815 aeronaves do modelo C919 por 28 companhias aéreas, totalizando cerca de 500 bilhões de yuans (cerca de US$ 74 bilhões). Por ser equipada com itens ocidentais, o C919 não pode ser exportado para a Rússia.