MiG-31K decolando com um míssil hipersônico Kh-47M2 Kinzhal. Foto: MD Russo.

Na última quinta-feira (14) a Rússia voltou a alertar a Finlândia e a Suécia sobre sua entrada na OTAN, ameaçando atacar estes países com armas nucleares e mísseis hipersônicos.

O alerta foi realizado após os dois países nórdicos iniciarem os processos para a entrada na OTAN, como votações internas pelo parlamento de cada país.

A declaração russa foi apresentada por Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, citando um fortalecimento das forças armadas da Rússia no Mar Báltico. Medvedev também lembrou que a Rússia tem posse de Kaliningrado, e poderá utilizar esse território para fortalecer sua presença militar.

Os países europeus, como a Lituânia e a Finlândia continuam rejeitando as declarações russas de armas nucleares no Báltico, afirmando que já há presença de armas nucleares em Kaliningrado e em submarinos russos no local.

A Finlândia, por sua vez, continua a movimentação de exercícios militares em conjunto com os Estados Unidos, Estônia, Letônia e Reino Unido, países que fazem parte da OTAN.

Nas últimas semanas pesquisas de opinião da Suécia e Finlândia demonstram um aumento do apoio popular para a entrada dos países na Otan, em alguns casos acima de 60% do público entrevistado. A recente invasão da Rússia na Ucrânia é o principal motivo do maior apelo popular.

A Finlândia, por exemplo, tem uma fronteira de 1340 km com a Rússia, e um histórico recente de invasão na Segunda Guerra Mundial, em uma missão fracassada para os russos.