Rússia quer buscar padronização em suas aeronaves comerciais

Protótipo do SJ100 em testes pela Sukhoi.

A Rússia está a cada dia buscando alinhar a proposta de suas aeronaves com o mercado de aviação do ocidente, o primeiro indício dessa atitude foi a intenção de equipar o SuperJet 75 com motores derivados do MC-21.

Mas os russos querem levar isso além, ao tentar uma padronização de sistemas e conceitos de design.

Isso é fácil de fazer, o novo Superjet 75 precisará de novas asas, aviônicos e motores, para conseguir concorrer com o Embraer E175-E2 e o Mitsubishi MRJ 90. A UAC, empresa que engloba também a Sukhoi, disse que tentará aproveitar ao máximo as tecnologias incorporadas no MC-21.

Logicamente construir algo com a mesma base não é possível, visto que o SSJ 100 é uma aeronave regional com uma configuração totalmente diferente.

Irkut MC-21. Foto – Irkut

A unificação fornece benefícios para as companhias. Vamos exemplificar com a nova geração de aeronaves: Um E175-E2 pode ser equipado com a mesma família de motores de um Airbus A321neo, o primeiro transporta 88 passageiros no máximo e o segundo 240 passageiros.

Com os motores unificados a manutenção é simplificada, por compartilharem o mesmo esquema de engenharia, e a aquisição de peças de manutenção é realizada em grande quantidade, aumentando a escala de produção e diminuindo os custos para a UAC.

A tecnologia já pronta também possibilita colocar o SSJ 75 no mercado até o final de 2022, de acordo com a Sukhoi.


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