Rússia ilyushin Il-96 Tupolev Tu-204 Tu-214
Foto: Alan Wilson via Flickr (CC BY-SA 4.0)

Isolada das operações financeiras com boa parte dos países ocidentais por conta dos conflitos com a Ucrânia, a Rússia vem buscando métodos bastante peculiares para manter boa parte das suas operações aéreas sem interrupção.

Como resultado das sanções, as companhias aéreas russas estão impedidas de adquirir novas aeronaves, incluindo o arrendamento por leasing, afetando agressivamente as suas operações.

Para contornar a situação, a Rússia decidiu reativar aeronaves que antes estavam estocadas e sem previsão de retorno, é o caso das aeronaves Ilyushin Il-96, Tupolev Tu-204/14 e o Antonov An-124, modelos que tiveram os seus programas encerrados parcialmente ainda na década de 1990 e com poucas unidades produzidas ao longo dos anos 2000.

Segundo a mídia local do país, a estatal United Aircraft Corporation (UAC) será a responsável pela despreservação e a retirada das aeronaves do armazenamento para a restauração e atualização de componentes para o retorno operacional.

Além disso, os sistemas aviônicos que possuírem peças ocidentais, serão trocados por equivalentes de fabricação russa. Com isso, a expectativa é de que as aeronaves restauradas entrem em serviço em meados de 2024.

Com os programas  MC-21 e o CR-929 avançando no seu desenvolvimento, a Rússia também anunciou a retomada da produção do ‘antigo’ Tu-214 que será equipado com tanques extras de combustível para aumentar a autonomia da aeronave.

Rússia Tupolev Tu-204 Tu-214
Foto: Tupolev/Divulgação

Contudo, os novos Tu-21 serão equipados com os motores Aviadvigatel PS-90A atualizados para aumentar o peso máximo de decolagem (MTOW). Diferente do MC-21, não há presença dos modernos e mais econômicos motores PD-14 do MC-21.

O grande entrave ainda é contratar mão de obra especializada para ampliar a produção de aviões na Rússia, visto que até então o foco estava na produção do SSJ100 e MC-21.