RQ-4B Global Hawk da USAF. Foto: Alan Radecki/Northrop Grumman.

A Rússia vem tentando achar meios de realizar interferência nos drones de reconhecimento RQ-4 Global Hawk da Força Aérea dos EUA (USAF), dizem autoridades americanas citadas pelo portal Defence Blog. 

Nos últimos meses, os drones da USAF tem estado cada vez mais ativos nas regiões das fronteiras ocidentais da Rússia, observando bases russas nas regiões da Ucrânia, Criméia e Mar Negro. Moscou vem tentando interferir nos sinais das aeronaves não-tripuladas. 

Segundo o site, os russos enviaram sistemas terrestres de guerra eletrônica para a região da Criméia, como os Krasukha-4, R-330Zh Zhitel, R-330M1P Diabazol e Murmansk-BN, que podem interferir em sinais de radiofrequência inimiga em distâncias de até 5000 quilômetros. 

Um Beriev A-100, o mais novo avião de alerta aéreo antecipado da Força Aérea Russa, foi enviado no dia 21 de abril (quarta-feira), quando um Global Hawk dos EUA sobrevoou o leste da Ucrânia. Sucessor do A-50 Mainstay, o A-100 é equipado com modernos sensores de inteligência de sinais e guerra eletrônica. 

Desenvolvidos e fabricados pela Northrop Grumman, os RQ-4 Global Hawk são aeronaves não-tripuladas de grande altitude e longa autonomia (HALE), empregadas em missões de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR). É usado pelos EUA, Coreia do Sul e pela OTAN. Recentemente, a fabricante fez o primeiro voo de um RQ-4 japonês.

RQ-4D Phoenix da OTAN. Foto: OTAN.