Frota da Ryanair composta por Boeing 737-800

(Reuters) – A Ryanair cortou sua previsão de lucro para o ano pela segunda vez em três meses nesta sexta-feira, desta vez culpando tarifas de inverno mais baixas que o esperado, e disse que não pode descartar uma nova redução caso o Brexit cause interrupções.

Ações da companhia aérea irlandesa caíram após a notícia e também pressionaram rivais como EasyJet, uma vez que a Ryanair disse que o excesso de capacidade para voos de curta distância na Europa levaram a cortes de tarifas.

A maior companhia aérea de baixo custo da Europa agora espera lucro após impostos para o ano fiscal encerrado em 31 de março —excluindo perdas em sua unidade Laudamotion— de entre 1 bilhão de euros (1,14 bilhão de dólares) e 1,1 bilhão de euros, ante uma estimativa anterior de 1,1 bilhão de euros a 1,2 bilhões de euros.
 
A empresa havia previsto inicialmente ganhos de 1,25 bilhão a 1,35 bilhão de euros antes de um alerta de lucro em outubro após uma série de greves ao redor da Europa durante o verão que abalaram o tráfego e reservas.
 

O presidente da companhia, Michael O’Leary, disse que a pressão sobre companhias de baixo custo provavelmente reformulará a indústria e que o crescente número de passageiros da companhia irlandesa é um bom prenúncio para o médio prazo.

“Nós acreditamos que esse ambiente de tarifas mais baixas continuará a reestruturar mais concorrentes que estão tendo perdas”, disse O’Leary em um comunicado. Ele indicou problemas enfrentados pela rival Norwegian Air Shuttle (NWC.OL) em seus comentários.

A Norwegian Air anunciou na quarta-feira que cortará uma série de rotas e fechará diversas bases no momento em que busca cortar gastos. Em dezembro, a companhia anunciou que estava tendo dificuldades de lotar suas aeronaves, uma vez que o aumento de capacidade superava em muito a demanda.