Boeing 737 MAX 200 nas cores da Ryanair.

O CEO da companhia europeia Ryanair, Michael O’Leary, declarou que planeja ampliar a sua encomenda para aviões do modelo 737 MAX, mesmo com os diversos atrasos que resultaram em uma postergação da primeira entrega de um avião deste modelo para a Ryanair.

O’Leary disse que conversas com a Boeing sobre compensações para cobrir a perda de receita se concentrarão em descontos, em vez de um acordo em dinheiro com a fabricante.

A Ryanair estima que deixará de transportar cerca de um milhão de passageiros durante o verão europeu, devido à falta do 737 MAX na frota da empresa. Essa menor oferta também significa para a empresa uma menor oportunidade de lucrar, e uma menor receita no período.

“Estou sempre muito mais interessado no custo das aeronaves… não preciso de compensação em dinheiro. Eu gostaria de ver algum movimento da Boeing no preço das aeronaves e em futuras encomendas”, disse O’Leary.

Ao mesmo tempo o CEO demonstra confiança no projeto do 737 MAX, suficiente até para realizar outro pedido de grande porte. Ele ainda afirmou que a Boeing lidou com a crise “razoavelmente bem”.

“A Ryanair certamente estará na frente da fila (sobre o próximo pedido) assim que o 737 MAX voltar a voar, porque queremos demonstrar nossa confiança na Boeing”, disse O’Leary.

O CEO, no entanto, aponta que a Boeing errou no projeto, e houveram falhas da fabricante e também da FAA no processo de certificação do avião.

Anteriormente a Ryanair ressaltou sua confiança na aeronave, e justificou que as entregas foram adiadas por uma questão financeira da empresa, que espera melhorar sua lucratividade ao longo de 2019, depois de apresentar seu pior resultado dos últimos 4 anos de operação.

 

O 737 MAX da Ryanair

A Ryanair solicitou à Boeing um modelo especial do 737 MAX, o 737 MAX 200, uma versão do 737 MAX 8 com capacidade para 197 passageiros a bordo, mais a tripulação.

A companhia encomendou 210 aeronaves desse modelo, e espera receber 42 aviões 737 MAX 200 em 2020, de acordo com a nova previsão.

A companhia aérea disse que seu novo cronograma de entrega de aeronaves depende da aprovação da Agência de Segurança da Aviação da União Européia (EASA). Atualmente a companhia opera com 438 aeronaves 737-800.