Recentemente as companhias aéreas dos Estados Unidos iniciaram o serviço “Basic Economy”, é basicamente uma nova classe focada nos voos domésticos, aliás, os EUA têm uma dimensão continental.

Essa classe não dá direito a quase nada, os assentos são os últimos da aeronave, a bagagem de mão é restrita à sua carteira com documentos, e a prioridade no check-in e no embarque é a última de todos os passageiros. O preço é logicamente um pouco menor, em comparação com a Economy.

Mas parece que a Ryanair está seguindo este caminho. A maior Low Cost europeia nunca foi conhecida por sua generosidade em viagens, mas pelos baixos preços, e para manter isso ela decidiu padronizar o tipo de bagagem de mão.

A partir de setembro a companhia vai permitir apenas uma bagagem de mão pequena, que possa ser acomodada abaixo do assento da frente, como uma mochila ou as bolsas que as mulheres geralmente usam. Até então a companhia permitia levar uma bagagem dessa e mais uma de 10kg no compartimento superior.

De acordo com a companhia, a intenção é coibir o transporte de bagagens de mão com tamanho exagerado, ou peso maior que o permitido, aliás, a franquia mínima de despacho de bagagem da Ryanair era de 15kg, muito próxima dos 10kg permitidos até o momento. Notavelmente houve um movimento nos últimos dez meses como forma de viabilizar essa cobrança, através da extinção da franquia de 15kg.

Para quem quiser, o preço cobrado pelos 10kg é de seis euros, barato perto dos €25 cobrados pela franquia única de 20kg. Vale lembrar que você paga pelo serviço e ainda precisa carregar os 10kg por todo o aeroporto, ao invés de despachar a mala.

Também podemos colocar essa cobrança em linha com o fato que boa parte da receita da Ryanair, quase 1/3, vem de serviços extras, como assentos com maior espaço para as pernas ou na parte da frente da aeronave, e as bagagens despachadas.