Enquanto a Ryanair não está negociando com seus tripulantes, e com isso várias greves estão sendo desencadeadas na companhia, outras empresas estão aproveitando esse fato de duas formas: Ganhando os clientes da Ryanair pela maior confiabilidade, devido aos voos não cancelados; E tomando os tripulantes da outra companhia oferecendo melhores propostas de trabalho.

A primeira companhia que deu uma largada neste ponto foi a British Airways, acompanhada pela também inglesa easyJet, esta última concorrente direta da Ryanair que está com um plano para contratar 1200 tripulantes de cabine. A British busca mais pilotos para o seu quadro, aproveitando a insatisfação da tripulação técnica da Ryanair baseada no Reino Unido.

Enquanto isso na própria casa da Ryanair, na Irlanda, a Norwegian Air Shuttle que já andou tomando tripulantes da Ryanair no passado, disse que vai expandir as suas operações em Dublin, e precisará de mais pilotos e comissárias (os) de bordo. Vale ressaltar que a Air Shuttle usa o mesmo modelo de aeronave da Ryanair, o Boeing 737, que facilita a transferência dos tripulantes.

Esse processo de contratação será fácil para essas três companhias interessadas, a Ryanair já declarou nesta semana que planeja demitir 300 tripulantes baseados em Dublin no primeiro trimestre de 2019, ao reduzir 20% das suas operações no local.

Além dessa redução em determinadas bases, os pilotos insatisfeitos com as propostas da Ryanair, que não foram aprovadas pela maioria dos sindicatos até hoje, podem procurar essas três companhias aéreas, que têm uma média salarial melhor em comparação com a Ryanair.

Só nesta semana que passou a Ryanair registrou greves na Espanha, Bélgica, Irlanda, Itália e em Portugal. Mais de 600 voos foram cancelados.