SAS Airbus A350 Scandinavian Airlines
Foto: SAS/Divulgação

A Scandinavian Airlines System (SAS) seguiu os passos de outras empresas aéreas e entrou com pedido de proteção contra falência no âmbito do Capítulo 11 na justiça dos EUA. 

Com a entrada da SAS no processo de recuperação judicial com base no Capítulo 11, a companhia se prepara agora para um extenso processo de reorganização. Há alguns meses a empresa vinha apresentando dificuldades financeiras e agora irá lidar com uma greve de pilotos.

A SAS tentou negociar com o governo da Suécia um aporte financeiro para ajudar a manter o equilíbrio do caixa mas o mesmo foi negado. Já o governo da Dinamarca está analisando a estrutura da empresa e suas dificuldades e não se manifestou.

O CEO da SAS, Anko van der Werff, reforçou o empenho da empresa em buscar alternativas, medidas essas que surtiram pouco efeito diante da situação grave da companhia. 

O executivo está confiante no processo do âmbito do Capítulo 11 dos EUA no qual a tradicional companhia aérea irá passar, reestruturando diversas partes e tornando uma empresa mais fortalecida nos próximos anos. 

“Tornar-se uma companhia aérea mais competitiva exigirá um esforço de toda a equipe e compartilhamento de carga de todas as partes interessadas. Instamos os sindicatos-piloto da SAS Scandinavia a encerrar sua greve e se engajar construtivamente como parte desse processo”, completou.

SAS despertou interesse de outras aéreas

Se por um lado a situação não se torna mais clara, segundo a imprensa local, a companhia aérea tem despertado o interesse de alguns grupos de investidores, porém não foram revelados quais seriam.

Segundo a imprensa local, alguns assessores foram nomeados para que as negociações possam ser iniciadas com a empresa. Seriam avaliadas as condições que se encontram as finanças da SAS e também se a empresa tem condições de passar por um processo de reestruturação a longo prazo.

Recentemente o CEO Anko Van der Werff, havia dito que a empresa aérea poderia entrar em recuperação judicial se nenhuma decisão fosse tomada, algo que ocorreu hoje (05).

“Se as pessoas ainda estão buscando ou esperando que haja uma solução mágica para os desafios que enfrentamos, acho que estão erradas. Se a SAS não conseguir encontrar o resultado certo para sermos competitivos, podemos ser forçados a ir ao tribunal.”